Mensagem que enviei ao amigo combatente da vida, Carlos Fernando, sobre seu artigo postado no blog www.esquinadovento.com.br
:"Meu caro Fernando!
Como disse antes seu texto e suas indagações e duvidas estão perfeitas. Dói saber que os homens do verdadeiro crime oganizado, continuam soltos por ai a desfrutar a fortuna que angariaram com vários tipos de crime, que vão do "inocente" jogo do bicho ao trafico de drogas, exploração do lenocicio, mortes encomendadas, como a do jovem juiz combativo, corrupção ativa nos poderes legislativo, executivo e até judiciario. Mas se fizermos uma leitura atualizada do Espirito Santo hoje, vamos ficar aterrorizados de novo. E agora perplexos por aqui não haver mais oposição politica seria ao poder dominante. Seja ele aceitavel ou não. O governo capixaba atual conseguiu a hegemonia politica quase total, o que beira o totalitarismo. È triste ver isto e tão pouca gente brigando para mudar este quadro e estabelecer a polemica social e política e portanto o avanço da luta no campo das idéias.Tenho dito e pronto a abrir trincheiras e dar os primeiros tiros nesta guerrilha saudavel".
Perseguido pelo governo italiano, acusado de crimes que não cometeu, o escritor Cesare Battisti também tem
sido vítima de perseguição política no Brasil. Apesar de sua condição de refugiado político, absurdamente é
mantido preso no próprio país que lhe concedeu refúgio.
Cesare Battisti se encontra preso ilegalmente, como afirma o Ministro do STF, Joaquim Barbosa. Ele é de fato
um preso político, como também afirma o Ministro da Justiça, embora Gilmar Mendes e a mídia se esforcem
para tratá-lo como preso comum.
Os que querem mantê-lo preso e extraditá-lo para a Itália desferem um ataque às instituições humanitárias e
democráticas da sociedade, minando a instituição do refúgio político e usurpando do Poder Executivo, eleito pelo
voto popular, a prerrogativa de concedê-lo. Extraditá-lo abriria perigosos precedentes: muitos países já elaboraram
listas de refugiados para pedir extradições; além disso, abriria uma onda de perseguição e criminalização contra
trabalhadores, sindicalistas combativos e movimentos sociais.
Exigir a liberdade de Cesare Battisti, além de um ato de justiça e humanitário, é imprescindível como forma de
manter liberdades políticas e direitos humanos, tão caros a muitas gerações. Estamos todos sendo atacados.
Calar ante isso é ser cúmplice.
Comitê de Solidariedade a Cesare Battisti (http://cesarelivre.org)
O esquema de corrupção descoberto recentemente em Brasília envolvendo o governador José Roberto Arruda, do DEM( sempre ele), é resultado de uma briga de duas quadrilhas, uma do Arruda e do seu vice, o mega empresário Paulo Otavio e outra do ex-governador e ex-senador cassado, Joaquim Roriz e mais uma mulher rejeitada, a ex-esposa de Arruda, a atriz Mariane Vicentine e outros desafetos. Esta guerra começou ainda antes da campanha para governador de 2005, quando Arruda decidiu romper com o governador Roriz e se aliar a Paulo Otavio, para com muito dinheiro escuso e articulações bem montadas, tomar o poder no Distrito Federal.
Joaquim Roriz, desde o inicio da campanha e depois, já no governo de Jose Roberto Arruda, plantou espiões do tipo Durval Barbosa, que foi ser secretario de Relações Institucionais e de dentro do núcleo de poder, gravar e espionar a traquinagens de Arruda. O governador por sua vez, moveu mundos e fundos para cassar o mandato de Roriz, eleito na mesma eleição do governador. Roriz cassado se armou mais ainda e intensificou a espionagem ao esquema de corrupção no governo do Distrito Federal, que por sinal existia desde o seu governo e ele conhecia bem. Arruda apenas o rearticulou em beneficio próprio. Montou também um mensalão para cooptar deputados e criar uma base aliada tão ampla, que tinha do PDT de Cristovan Buarque, até o PPS e o PSDB, PMDB e outros partidos. Só não entraram neste governo de união o PT e o PCdoB e os nanicos PSTU e PSOL.
Muita sujeira
Agora, depois que a bomba preparada por Roriz explodiu, todos estes partidos romperam com Arruda. Até seu partido, o DEM, deve expulsa-lo. Vejam que até Mariane Vicentine, ex esposa de Arruda diz em entrevista ao jornalista Mino Pedrosa da “Isto É”, que o governador usa o dinheiro da corrupção para construir patrimônio não declarado à Receita. No acordo extrajudicial, ela ficou com R$ 15 milhões. Depois se aliou a Roriz e diz que há mais corrupção a ser investigada.
Agora a atriz Mariane Vicentine, diz que não se surpreendeu com as denúncias e as imagens de corrupção, que colocam seu ex-marido como o chefe da quadrilha do Mensalão do Demo. “Ele se aliou a pessoas que são sujas e perigosas, e há muito mais para ser investigado” disse Mariane à ISTOÉ, referindo-se a Durval Barbosa (ex-secretário de Relações Institucionais), Marcelo Toledo (braço direito de Durval) e Fábio Simão (ex-chefe de gabinete). Segundo a ex-mulher de Arruda, além do dinheiro entregue em espécie, o governador teria gastos pessoais pagos com dinheiro ilegal, através de cartões de crédito usados por seus principais auxiliares.
Desde os tempos de Roriz
Segundo Mariane, o esquema corrupto do governo de Arruda não difere do que funcionou em governos anteriores. Ela diz que, já durante a campanha, Durval, Simão e outros começaram a gravar Arruda e empresários, para que depois de eleito o governador fosse obrigado a abrigar a quadrilha. “Lembro que deixava os comícios para correr para casa e amamentar o nosso filho; enquanto isso, esse grupo alimentava a discórdia para provocar a minha separação, pois nunca o recebi em minha casa. Fui saber depois que, enquanto eu amamentava nosso filho, Arruda se encontrava com mulheres apresentadas por esses assessores, que o gravavam e filmavam para chantageá-lo depois”, afirma. “Até o carro usado por Arruda na campanha foi todo grampeado pelo Simão.”
A solução
Provavelmente Arruda será cassado, assim como seu vice, Paulo Otavio. Na linha da sucessão, o presidente da Câmara Distrital(Assembléia de lá) está comprometido com o mensalão criado pelo governador. Até o presidente do Tribunal de Justiça, que seria outro na linha de sucessão, esta manchado pela sujeita que tomou conta do Distrito Federa e atingiu até o Poder Judiciário. Resta talvez, antecipar as eleições, ou assumir um deputado para terminar o mandato no final do ano que vem.
Nas próximas eleições o PT sai enfraquecido em Brasília, por não ter feito uma oposição dura e conseqüente ao governo Arruda, o PCdoB perdeu seu maior quadro exatamente para este PT enfraquecido e sobra quem, para disputar com a turma do Roriz, que apesar de cassado, deve ter um candidato na manga para tentar ganhar de novo o governo de Brasília. O PCdoB e os nanicos PSTU e PSOL. Um candidato natural desta aliança, que pode se fortalecer diante dos descalabros das legendas fortes, é Orlando Carielo, do PSTU, que já foi candidato a governador contra Roriz e não fez feio não.
A curiosidade é que orlando Carielo, criado em Brasília, arquiteto e ex-funcionario da Codeplan e professor de arquitetura na UNB, é capixaba. Mesmo morando há décadas no Distrito Federal, tem parentes no Espírito Santo e é filho de falecido Orlando Carielo, que foi em priscas eras, vereador e presidente da Câmara Municipal de Vitória. Homem de bem, político firme e sagaz, Orlando pode ser no próximo ano, a solução da esquerda para disputar o governo do Distrito Federal e iniciar um processo de limpeza na sujeirada deixada por Roriz e seus sequazes e acólitos.
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Entidades lançam campanha contra anistia a torturadores
Nos próximos meses, o Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar um processo decisivo para o futuro democrático do Brasil. Trata-se da ADPF (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 153, proposta em outubro de 2008 pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que reivindica que o Supremo interprete que a Lei de Anistia não se aplica aos crimes comuns praticados pelos agentes da ditadura civil militar (1964-1985). O processo aguarda o parecer do Procurador Geral da República, e, em seguida, o ministro relator, Eros Grau, poderá colocar em pauta de julgamento.
Com o objetivo de impedir que os agentes da repressão sejam anistiados, um grupo de defensores de direitos humanos e entidades da sociedade civil criou o “Comitê contra a Anistia aos Torturadores”.
Tortura, assassinato e desaparecimento forçado são crimes de lesa-humanidade, portanto não podem ser objeto de anistia ou auto-anistia. Estudos indicam que a impunidade dos crimes de ontem favorece a continuidade da violência atual dos agentes do Estado, que continuam praticando tortura e execuções extrajudiciais contra a população pobre.
A primeira iniciativa do comitê é o lançamento de um manifesto on-line, que já conta com o apoio de intelectuais, artistas, juristas, parlamentares e defensores de direitos humanos. Entres os que subscrevem a petição estão Antonio Candido, Chico Buarque, José Celso Martinez Correa, Aloysio Nunes Ferreira, Frei Betto, Marilena Chauí, João Pedro Stedile e Sérgio Mamberti.
Para assinar o manifesto,
clique em- http://www.ajd.org.br/contraanistia_port.php
Mais informações: Tatiana (11) 8327-5319
Mais de um ano após minha cirurgia na coluna para estancar o processo de paralisação, advinda com a doença “Meliopatia Cervical”, volto ao Hospital brasiliense SARAH para consulta e procura de algum novo tratamento que acelere minha recuperação. A “Meliopatia Cervical” é uma doença que me atingiu das vértebras c2 a c4 que foram se fechando e lesou a medula, causando um processo de paralisação (inicialmente dormência) nas mãos, depois pernas, chegou aos quadris, bexiga e intestinos.
A cirurgia abriu as vértebras, colocou pinos de tungstênio para mante-las afastadas e liberar a medula, para que aos poucos ela se recuperasse. Só que a recuperação é lenta.
Mais de um ano depois, os movimentos nas mãos, pernas e quadris votaram parcialmente e estacionaram. Só a bexiga e intestinos voltaram a funcionar quase normalmente. Para andar ainda preciso de apoio em longas distancias uso cadeiras de rodas, curtas distancias andador e proximidades ando( ou me arrasto) escorando os braços em paredes ou outros tipos de apoio.
Minha consulta no SARAH será no próximo dia 1 de Dezembro. Não sei se depois exigirão novos exames ou experimentarão outros medicamentos que acelere a recuperação dos movimentos e da lesão na Medula. Torço por uma solução, mas estou preparado para seguir como estou, com as limitações e seqüelas que ficaram com a doença. Mas sei que a solução se houver, esta no SARAH e na equipe do Dr. Hudson Mourão Mesquita, que me tratou nesses quase dois anos de doença.
Outro mistério é a origem da doença. De onde e como foram as vértebras se fechando até esmagar a medula e causar a quase completa paralisação do meu corpo? È algo que tanto eu como os médicos ainda teremos que descobrir, se isto for possível. Não houve queda ou acidente que pudesse detonar este processo Mas sigo confiante na melhoria e avanço da recuperação, que sempre soube seria demorada. Mas que cansa, cansa.
Em defesa do direito de asilo político e humanitário
Luiz Aparecido*
Tomado pelo espírito e solidariedade revolucionaria e humanitaria, divulgo em meu artigo de hoje, cópia da CARTA ABERTA de autoria do preso político italiano CESARE BATISTTI, que se encontra preso na penitenciária da Papuda no Distrito Federal, EM GREVE DE FOME desde o dia 13 de novembro de 2009, por tempo indeterminado.
Cópia da presente carta foi entregue ontem, dia 16 de dezembro, pelo Senador José Nery, do PSOL do Pará, ao Ministro Luiz Soares Dulci para chegar às mãos do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Várias atividades e iniciativas de apoio e solidariedade ao companheiro Cesare Battisti estão sendo articuladas para o início da próxima semana, com a finalidade de divulgarmos sua situação e buscarmos ampliar a mobilização em sua defesa, e impedir que o Presidente Lula assine sua deportação para a Itália, onde está condenado à prisão perpétua e sem direito a ver a luz do dia enquanto durar a pena. Importante lembrar que o companheiro Cesare Battisti foi guerrilheiro durante os anos de chumbo na Itália, na década de 70 e 80, quando enfrentou, juntamente com milhares de militantes de organizações da esquerda socialista, a máfia, a corrupção, a tortura e os esquadrões da morte das forças policiais do Estado italiano.
As entidades, parlamentares, partidos políticos, ativistas, militantes e personalidades do Distrito Federal que apoiam e se solidarizam com o movimento pela libertação e concessão de asilo político a Cesare, estarão realizando uma reunião plenária de mobilização e organização de atividades na próxima segunda feira, dia 16 de novembro de 2009, às 19 horas, na Auditório da FENASPS, situado no Edifício Venâncio V - Térreo - Loja 28 (CONIC).
Tais atividades visam ampliar a mobilização diante da realização do julgamento final do STF sobre o pedido de extradição formulado pelo governo fascista de Berlusconi, que ocorrerá na próxima quarta feira, 18 de novembro de 2009. Aos ativistas e militantes de outros estados, solicitamos que se integrem à corrente nacional de e-mails e manifestações públicas que possam chegar ao Presidente Lula, exigindo a imediata concessão de asilo político em nosso país e a consequente libertação de nosso companheiro de lutas e de sonhos por um mundo socialista. Aos ativistas do Distrito Federal, contamos com a sua presença nesta reunião de segunda feira. Pedimos, em nome de todos que estão envolvidos nessa campanha, que façamos unitariamente esse gesto humanitário e político pela vida e pela libertação de nosso companheiro Cesare Battisti.
*Jornalista e cientista social
“Carta aberta ao presidente Lula e ao povo brasileiro
Cesari Battisti
AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR
LUIS INÁCIO LULA DA SILVA
PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
SUPREMO MAGISTRADO DA NAÇÃO BRASILEIRA
AO POVO BRASILEIRO
“Trinta anos mudam muitas coisas na vida dos homens, e às vezes fazem uma vida toda”. (O homem em revolta –Albert Camus)
Se olharmos um pouco nosso passado a partir de um ponto de vista histórico, quantos entre nós, podem sinceramente dizer que nunca desejou afirmar a própria humanidade, de desenvolvê-la em todos os seus aspectos em uma ampla liberdade. Poucos. Pouquíssimos são os homens e mulheres de minha geração que não sonharam com um mundo diferente, mais justo.
Entretanto, freqüentemente, por pura curiosidade ou circunstâncias, somente alguns decidiram lançar-se na luta, sacrificando a própria vida.
A minha história pessoal é notoriamente bastante conhecida para voltar de novo sobre as reações da escolha que me levou à luta armada. Apenas sei que éramos milhares, e que alguns morreram, outros estão presos, e muitos exilados.
Sabíamos que podia acabar assim. Quantos foram os exemplos de revolução que faliram e que a história já nos havia revelado? Ainda assim, recomeçamos, erramos e até perdemos. Não tudo! Os sonhos continuam!
Muitas conquistas sociais que hoje os italianos estão usufruindo foram conquistadas graças ao sangue derramado por esses companheiros da utopia. Eu sou fruto desses anos 70, assim como muitos outros aqui no Brasil, inclusive muitos companheiros que hoje são responsáveis pelos destinos do povo brasileiro. Eu na verdade não perdi nada, porque não lutei por algo que podia levar comigo. Mas agora, detido aqui no Brasil não posso aceitar a humilhação de ser tratado de criminoso comum.
Por isso, frente à surpreendente obstinação de alguns ministros do STF que não querem ver o que era realmente a Itália dos anos 70, que me negam a intenção de meus atos; que fecharam os olhos frente à total falta de provas técnicas de minha culpabilidade referente aos quatro homicídios a mim atribuídos; não reconhecem a revelia do meu julgamento; a prescrição e quem sabem qual outro impedimento à extradição.
Além de tudo, é surpreendente e absurdo, que a Itália tenha me condenado por ativismo político e no Brasil alguns poucos teimam em me extraditar com base em envolvimento em crime comum. É um absurdo, principalmente por ter recebido do Governo Brasileiro a condição de refugiado, decisão à qual serei eternamente grato.
E frente ao fato das enormes dificuldades de ganhar essa batalha contra o poderoso governo italiano, o qual usou de todos os argumentos, ferramentas e armas, não me resta outra alternativa a não ser desde agora entrar em “GREVE DE FOME TOTAL”, com o objetivo de que me sejam concedidos os direitos estabelecidos no estatuto do refugiado e preso político. Espero com isso impedir, num último ato de desespero, esta extradição, que para mim equivale a uma pena de morte.
Sempre lutei pela vida, mas se é para morrer, eu estou pronto, mas, nunca pela mão dos meus carrascos. Aqui neste país, no Brasil, continuarei minha luta até o fim, e, embora cansado, jamais vou desistir de lutar pela verdade. A verdade que alguns insistem em não querer ver, e este é o pior dos cegos, aquele que não quer ver.
Findo esta carta, agradecendo aos companheiros que desde o início da minha luta jamais me abandonaram e da mesma foram agradeço àqueles que chegaram de última hora, mas, que tem a mesma importância daqueles que estão ao meu lado desde o princípio de tudo. A vocês os meus sinceros agradecimentos. E como última sugestão eu recomendo que vocês continuem lutando pelos seus ideais, pelas suas convicções. Vale a pena!
Espero que o legado daqueles que tombaram no front da batalha não fique em vão. Podemos até perder uma batalha, mas tenho convicção de que a vitória nesta guerra está reservada aos que lutam pela generosa causa da justiça e da liberdade.
Entrego minha vida nas mãos de Vossa Excelência e do Povo Brasileiro”.
Brasília, 13 de novembro de 2009
Cesari Battisti
Mercador da morte e do Apartheid visita o Brasil
Luiz Aparecido*
O Brasil recebeu nestes últimos dias, quarta e quinta-feira, o presidente do Estado de Israel, Shimon Peres. Como não podia deixar de ser, veio a negócios e tentar convencer nosso governo e nossa sociedade democrática, de sua política terrorista contra o povo palestino e os árabes e muçulmanos em geral. Foi recebido polidamente pelo presidente Lula, que não deixou passar a ocasião de, frente a frente com Shimon Peres, defender a próxima visita do presidente do Iran ao Brasil e de uma política de diálogo e respeito às diferenças raciais e religiosas, para criar um clima de paz e harmonia no Oriente Médio e no Mundo.
Deve ter surpreendido o presidente de Israel, que aqui veio disseminar sua política racista e de violência contra árabes e palestinos. Ao chegar Shimon Peres teve o desplante de dizer que iria fazer sugestões ao governo brasileiro em questões de segurança, principalmente porque vamos receber proximamente, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Como se Israel soubesse tratar de segurança de forma civilizada e democrática.
O partido de Shimon Peres é o Kadima, fundado por Ariel Sharon, que coordenou os massacres de Sabra e Chatila no Líbano em 1982 e organizou a sangrenta repressão à segunda Intifada em 2000, que ele mesmo havia provocado. A atual presidente do Kadima é Tzipi Livni, que disputava o “mérito” da organização do massacre de Gaza em janeiro de 2009.
Shimon Peres disse, em entrevista ao Expresso, diário português, que “no fim, o mundo irá agradecer-nos” pelo massacre em Gaza, pelos 1500 mortos, pela destruição completa de um território que já vinha sofrendo dois anos de fechamento de fronteiras. É também um presidente que defende o crescimento dos assentamentos na Cisjordânia e a expansão do Muro que dilacera a sociedade palestina.
Mesmo assim teve platéia
Mas mesmo no Brasil, esse porta-voz de Israel foi recebido por vários dignitários brasileiros e pelos empresários paulistas, na semana em que o mundo se levanta contra o Muro do Apartheid. A Fiesp, sempre na contra mão da história e dos interesses populares, organizou um seminário especial destinado a discutir as relações comerciais Brasil-Israel e o Acordo de Livre Comércio Mercosul-Israel, pautado para votação no Congresso.
Além de Shimon Peres, falou o presidente da empresa israelense Elbit, desenvolvedora dos principais armamentos e tanques israelenses usados no massacre em Gaza. E parecia ser este mercador da morte o homem que entende de segurança publica. Logo ele, que alimenta as tropas israelenses nos massacres que produz em Israel contra o indefeso povo palestino. Lá eles confundem alguns grupos revolucionários e considerados terroristas, com todo o povo palestino e os árabes em geral e atiram em tudo que vêem pela frente nos territórios palestino. È só ver o escandaloso numero de crianças, mulheres e idosos mortos em cada investida israelense contra o que eles chamam de “terroristas”
Qual mensagem o Brasil passa ao mundo com essa visita? A mensagem de que senhores da guerra podem testar seus equipamentos contra populações infinitamente menos preparadas e depois vendê-los a outros países, sedimentando assim as “parcerias estratégicas”. Entretanto, vários protestos foram organizados em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro contra este mercador da morte, racista e ponta de lança do imperialismo norte-americano no Oriente Médio.
*Jornalista e cientista social
Basta ver os noticiários na TV, ouvir nas emissoras de rádio ou ler nos jornais ou sites da Internet, para sentir como a violência na sociedade brasileira e capixaba aumenta e está impregnada em todas as camadas da população. Já não é mais sequer uma doença, mas uma septicemia aguda. E parece não haver política publica de segurança ou mobilização social que de jeito.
Os últimos acontecimentos do Rio de Janeiro, mostram a chaga de forma assustadora. Em guerra aberta de traficantes e policiais, a população civil das áreas conflagradas é quem mais sofre. Mais de 40 mortes numa semana de conflitos, muitos deles vitimas de balas perdidas. O povo trabalhador que é maioria da população destas áreas, sofre em meio aos tiroteios e anda é tratada como suspeita pelas forças de segurança. A guerra atinge a todos nos morros e favelas e afeta também a classe média e até mesmo, os antes intocáveis ricaços que habitam não só o Rio de Janeiro, mas São Paulo, Belo Horizonte e outros grandes e médios centros urbanos.
Nesta guerra fratricida, é a droga o principal combustível dos conflitos. Mas a miséria e o abandono social das populações pobres é outro detonador possante. A historia do Brasil mostra desde o fim da escravidão, como os negros e pobres foram sendo afastados dos centros urbanos e abandonados sem nenhuma política publica de inclusão social. Por décadas a situação só vem piorando, com o aumento da população e a concentração de renda e poder nas mãos de uns poucos, que nunca se preocupam com a distribuição de renda e Justiça social.
Num ambiente destes, a violência e o desprezo pela vida humana se dissemina e atinge setores médios e altos da população. Os parâmetros se diluem e o discernimento entre o certo e o errado, mais a disseminação do uso das drogas e do álcool, se tornam o combustível que incendeia a onda de violência. Crimes hediondos dentro de famílias aparentemente estabilizadas assusta ainda mais o vetor social. Filhos atacam pais em busca de meios para adquirir drogas, famílias se dilaceram em busca de heranças e vinganças pessoais, enfim, um pandemônio infernal assusta todo tecido social da Nação.
Isto, sem contar o mau exemplo dos políticos e classes dominantes, que como aves de rapina dilapidam o patrimônio publico e desmoraliza os símbolos do Estado e do que seria Publico. A própria Justiça parece contaminada por este mal, além de secularmente estar sempre ao lado dos ricos e poderosos. Estes exemplos vão solapando as bases de uma sociedade que deveria ser justa e solidária. Não basta mais a ação governamental, mas o despertar de toda população para a luta contra a pobreza, as drogas, o trafico de armas, a corrupção, a violência policial contra pobres e negros trabalhadores, o desperdício acintoso dos ricaços, que aviltam e despertam a ira da sociedade e cria o caldo de cultura da violência generalizada.
È hora de tomar consciência da gravidade da situação, os cidadãos de bem mobilizar a sociedade civil e exigir do poder publico ações concretas, contra a violência, a corrupção, e a inação dos poderosos e seus acólitos.
*Jornalista e cientista social
REVOLUÇÃO nunca saia da ordem do dia. Meu amigo, camarada, poeta, escritor e jornalista Luiz Manfredini, escreveu texto imperdível e irrefutável sobre a questão da Revolução no Brasil e no Mundo. Saiu primeiro no Portal Vermelho, mas esta no meu blog- www.luizap.blogspot.com. Leiam e divulguem!
Minha gente!!!
Otto Lara Rezende dizia que “mineiro só é solidário no câncer”. Não somos mineiros nem cínicos. Estou aguardando há meses chamado do SARAH para novos exames e buscar outros, ou um novo tratamento que me ajude a melhorar. Não tem sido mole não. Tenho piorado vagarosamente, Antes melhorava lentamente. Isto me preocupa, porque meus movimentos se tornam mais difíceis e, por exemplo, no final da tarde estou com a impressão de pesar 400 quilos e mal me locomovo amparado nas paredes e objetos.
Mas isto não é um lamento não. È apenas informando aos amigos mais chegados como estou.
Continuo na luta com o INSS para receber meu auxilio doença e depois tentar uma aposentadoria e aguardando que se transforme em realidade, a Anistia que conquistei no STJ e na Comissão de Anistia. Justiça no Brasil é fogo, só é boa para o Daniel Dantas e seus acólitos da vida. A família, Polyana e as crianças vão bem. Polyana cansada e estressada, mas lutando bravamente para que ganhemos nossas batalhas e nossa vida melhore.
Como dizia Corisco, o Diabo Louro de Lampião. "Só me entrego na morte, de Parabelun na mão".
Luiz Aparecido*
*Leia meus blogs- www.luizap.blogspot.com e www.luiz-aparecido.zip.net
Hipotético uso da força!!
Luiz Aparecido*
O presidente deposto de Honduras continua com seus 60 seguidores arranchado na Embaixada brasileira em Honduras. As negociações não andam, a Organização dos Estados Americanos-OEA e a ONU não tomam nenhuma atitude, não forçam via bloqueio e sanções, afastar os usurpadores do poder naquele pequeno pais caribenho e o impasse se arrasta por semanas e meses. O próprio Brasil, que deu guarida a Zelaya se sente impotente e aguarda um milagre que desça dos céus para resolver a questão. Afinal tudo acabou num imbróglio difícil de resolver.
Mas, e se os golpistas decidirem invadir a embaixada e evacuar Zelaya e seus seguidores e os prenderem. O que o Brasil irá fazer concretamente? Hipoteticamente só restaria ao Brasil declarar guerra e invadir Honduras e restabelecer o Estado de Direito com Zelaya na presidência. Se fosse com os americanos, certamente seria isto que iria acontecer, com o beneplácito da OEA e da ONU. Mas o Brasil faria o que?
Brasil sem força militar
Sequer um porta-aviões e navios de transporte de tropas para chegar rapidamente até lá, nós temos funcionando. Nossos comandantes militares vivem dizendo que nossas naves de guerra e até aviões de ataque, não funcionam direito e os poucos que ainda navegam e voam, o fazem por autofagia, ou seja, um quebra e vão pegando peças de outro para consertar. È feia a nossa situação de força militar. Isto para um país como o Brasil, continental e importante no panorama mundial. Econômica e socialmente um sucesso e militarmente um fiasco.
E não é por culpa do governo Lula não. Esta situação sempre foi precária e ultimamente só piorou. Depois da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, herdamos um parque bélico sucateado e sobras do conflito e um acordo militar com os Estados Unidos, que só nos transformou em força auxiliar dos americanos em sua política belecista e hegemonista.Durante os mais de 20 anos de Ditadura Militar, as Forças Armadas foram voltadas para combater os inimigos internos do regime. Mas ainda assim os militares investiram num parque bélico brasileiro.
Criaram a Embraer e a Imbel, fabricaram pequenos aviões de treinamento e ataque, na Imbel, em consórcio com outras empresas produziram muitas armas, inclusive o lança mísseis Astra, que foi vendido para vários países e atuou com sucesso em guerras no Oriente Médio e na África. Nossa Marinha, através de seu Arsenal da Marinha produziu pequenos braços de guerra, reformou e modernizou vários navios e começou a trabalhar na construção de um submarino nuclear, projeto que continua em ação.
Enfim, os militares romperam o acordo militar que tinham com os americanos e diversificaram seu arsenal e fornecedores. A doutrina de Segurança Nacional que era inspirada pelos americanos em cima da Guerra Fria, foi ultrapassada, assim como a política de combate aos inimigos internos e o fim da Ditadura mudou tudo. A partir do governo Collor, houve uma deliberada política de desmonte das nossas Forças Armadas, também inspirada pela política norte-americana e neoliberal, de que com o fim da Guerra Fria e o “fim do socialismo real”, os paises não precisavam mais de forças armadas para combater o “perigo comunista”.
Hoje, o Brasil continua sem uma política de fortalecimento de suas forças armadas e luta para, pelo menos manter o mínimo de estrutura militar. Mas países como Argentina, Peru, Chile, Venezuela e Colômbia, apadrinhada pelos Estados Unidos na sua guerra interna contra a guerrilha das FARC e dos narcotraficantes, possuem forças armadas bem mais poderosas que o Brasil e podem nos vencer em qualquer conflito armado. Com crise Hondurenha ou não, o Brasil precisa ter uma Força Militar a altura de sua importância no Mundo e para defender suas fronteiras terrestres e marítimas, que são as maiores do Mundo. È uma questão de soberania nacional que deve interessar a todos os brasileiros de qualquer tendência política,
*Jornalista e Cientista Social
Companheiros e amigos
No dia 4 de novembro se completam 40 anos do assassinato de Carlos Marighella.
Frente a essa efeméride um grupo de companheiros relembra seu significado e o legado da luta histórica de Carlos Marighella.
Se você quiser aderir a essa manifestação, assine,através da Internet neste site :
Programe atividades em sua comunidade e local de atuação para debater essas ideias
Saudações
Comissão Organizadora 1969 2009 - 40 anos - Marighella Vive
Aos brasileiros
EM MEMÓRIA DE CARLOS MARIGHELLA
Carlos Marighella tombou na noite de 4 de novembro de 1969, em São Paulo, numa emboscada chefiada pelo mais notório torturador do regime militar. Revolucionário destemido, morreu lutando pela democracia, pela soberania nacional e pela justiça social.
Da juventude rebelde, como estudante de Engenharia, em Salvador, às brutais torturas sofridas nos cárceres do Estado Novo; da militância partidária disciplinada, às poesias exaltando a liberdade; da firme intervenção parlamentar como deputado comunista na Constituinte de 1946, à convocação para a resistência armada, toda a sua vida esteve pautada por um compromisso inabalável com as lutas do nosso povo.
Decorridos quarenta anos, deixamos para trás o período do medo e do terror. A Constituição Cidadã de 1988 garantiu a plenitude do sistema representativo, concluindo uma longa luta de resistência ao regime ditatorial. Nesta caminhada histórica, os mais diferentes credos, partidos, movimentos e instituições somaram forças.
O Brasil rompeu o século 21 assumindo novos desafios. Prepara-se para realizar sua vocação histórica para a soberania, para a liberdade e para a superação das inúmeras iniqüidades ainda existentes. Por outros caminhos e novos calendários, abre-se a possibilidade real do nosso País realizar o sonho que custou a vida de Marighella e de inúmeros outros heróis da resistência. Garantida a nossa liberdade institucional, agora precisamos conquistar a igualdade econômica e social, verdadeiros pilares da democracia.
A América Latina está superando um longo e penoso ciclo histórico onde ocupou o lugar de quintal da superpotência imperial. Mais uma vez, estratégias distintas se combinam e se complementam para conquistar um mesmo anseio histórico: independência, soberania, distribuição das riquezas, crescimento econômico, respeito aos direitos indígenas, reforma agrária, ampla participação política da cidadania. Os velhos coronéis do mandonismo, responsáveis pelas chacinas e pelos massacres impunes em cada canto do nosso continente, estão sendo varridos pela história e seu lugar está sendo ocupado por representantes da liberdade, como Bolívar, Martí, Sandino, Guevara e Salvador Allende.
E o nome de Carlos Marighella está inscrito nessa honrosa galeria de libertadores. A passagem dos quarenta anos do seu assassinato coincide com um momento inteiramente novo da vida nacional. A secular submissão está sendo substituída pelos sentimentos revolucionários de esperança, confiança no futuro, determinação para enfrentar todos os privilégios e erradicar todas as formas de dominação.
O novo está emergindo, mas ainda enfrenta tenaz resistência das forças reacionárias e conservadoras que não se deixam alijar do poder. Presentes em todos os níveis dos três poderes da República, estas forças conspiram contra os avanços democráticos. Votam contra os direitos sociais. Criminalizam movimentos populares e garantem impunidade aos criminosos de colarinho branco. Continuam chacinando lideranças indígenas e militantes da luta pela terra. Desqualificam qualquer agenda ambiental. Atacam com virulência os programas de combate à fome. Proferem sentenças eivadas de preconceito contra segmentos sociais vulneráveis. Ressuscitam teses racistas para combater as ações afirmativas. Usam os seus jornais, televisões e rádios para pregar o enfraquecimento do Estado. Querem o retorno dos tempos em que o deus mercado era adorado como o organizador supremo da Nação.
Não admitimos retrocessos. Nem ao passado recente do neoliberalismo e do alinhamento com a política externa norte-americana, nem aos sombrios tempos da ditadura, que a duras penas conseguimos superar.
A homenagem que prestamos a Carlos Marighella soma-se à nossa reivindicação de que sejam apuradas, com rigor, todas as violações dos Direitos Humanos ocorridas nos vinte e um anos de ditadura. Já não é mais possível interditar o debate retardando o necessário ajuste dos brasileiros com a sua história. Exigimos a abertura de todos os arquivos e a divulgação pública de todas as informações sobre os crimes, bem como sobre a identidade dos torturadores e assassinos, seus mandantes e seus financiadores.
Precisamos enfrentar as forças reacionárias e conservadoras que defendem como legítima uma lei de auto-anistia que a ditadura impôs, em 1979, sob chantagens e ameaças. Sustentando a legalidade de leis que foram impostas pela força das baionetas, ignoram que um regime nascido da violação frontal da Constituição padece, desde o nascimento, de qualquer legitimidade. E procuram encobrir que eram ilegais todas as leis de um regime ilegal.
Sentindo-se ameaçadas, estas forças renegam as serenas formulações e sentenças da ONU e da OEA indicando que as torturas constituem crime contra a própria humanidade, não sendo passíveis de anistia, indulto ou prescrição. E se esforçam para encobrir que, no preâmbulo da Declaração Universal que a ONU formulou, em 10 de dezembro de 1948, está reafirmado com todas as letras o direito dos povos recorrerem à rebelião contra a tirania e a opressão.
Por tudo isso, celebrar a memória de Carlos Marighella, nestes quarenta anos que nos separam da sua covarde execução, é reafirmar o compromisso com a marcha do Brasil e da Nuestra America rumo à realização da nossa vocação histórica para a liberdade, para a igualdade social e para a solidariedade entre os povos.
Celebrando a memória de Carlos Marighella, abrimos o diálogo com as novas gerações garantindo-lhes o resgate da verdade histórica. Reverenciando seu nome e sua luta, afirmamos nosso desejo de que nunca mais a violência dos opressores possa se realimentar da impunidade. Carlos Marighella está vivo na nossa memória e nas nossas lutas.
Brasil, 4 de novembro de 2009.
NOBEL PRECIPITADO
*Por Luiz Aparecido
O Comitê do Premio Nobel decidiu este ano, intempestivamente, conceder o Premio Nobel da Paz ao presidente norte-americano Barak Obama. Será merecido??
A mídia americana e mundial, controlada pelos mesmos homens e corporações que dominam o Mundo, celebram alegremente o premio. Mas não acredito que o presidente americano, o primeiro negro a chegar ao governo( não ao poder)seja merecedor desta honraria.
Ele até agora mantêm, com vagas promessas de acabar, a agressão americana no Iraque, no Afeganistão, interferindo em assuntos internos de vários paises do mundo, ameaçando nações soberanas, como Coréia do Norte e Irã e por ai vai. Os suspeitos de terrorismo (sem culpa formada ou julgamento justo) contra alvos americanos, continuam detidos e sendo torturados na Base usurpada de Guantanamo, em Cuba. O bloqueio econômico e humanitário que sufoca o povo cubano continua e a belicosidade americana permanece inalterada, apesar dos vários discursos de Barak Obama de que um dia mudara tudo isto.
Mas até agora nada mudou na beligerante política externa norte-americana e não creio que mudara tão cedo, se mudar!
O mundo espera
A eleição de Barak Obama presidente norte-americano, enfrentando o “status quo” mantido pelas corporações que formam o poder do imperialismo norte americano, foi um feito extraordinário para a sociedade americana. Afinal. Há poucas décadas os negros sequer podiam andar na mesma calçada que os brancos, freqüentar os mesmos ambientes e escolas e em certos Estados do Sul, sofriam as mais bárbaras perseguições e segregações. Portanto, eleger um negro presidente da República, já é um feito que mostra a sociedade americana e o cidadão médio daquela potencia mudando suas concepções de mundo.
Mas não podemos esquecer, que o tripé do poder americano, sediado nas corporações do setor industrial/militar, no sistema financeiro hegemonista e no poder do setor de comunicação/entretenimento e mídia, se mantém inalterado. E a crise econômica que foi gerada nos Estados Unidos e difundida por todo mundo capitalista, não foi combatida a partir de sua germinação. Pelo contrario, para manter o poderio das corporações, Barak Obama usou o potencial do Estado americano para socorrer os setores mais atingidos pela crise, que foram os crediticios/financeiros e as indústrias automobilística e bélica.
E a crise por lá continua, tendo sido seus efeitos mais graves apenas empurrados para debaixo do tapete. E quem mandava nos setores chaves do poderio americano continuam mandando, ou seja, o Pentágono, Wall Street e a CIA.
O golpe recente em Honduras, onde o presidente eleito e legitimamente no poder, foi deposto num golpe militar típico daqueles articulados pela CIA e seus amigos internos, ou seja, a classe dominante hondurenha e seus sócios americanos. Então onde estão as mudanças prometidas por Barark Obama e seu espírito e ações pela paz mundial. Continua inclusive sustentando política,financeira e militarmente Israel, que mantém sua agressão contra o povo e a nação palestina e fustigando os paises árabes independentes.
Se realmente Barak Obama decidir cumprir parte de suas promessas de campanha e terminar com as agressões americanas em várias partes do Mundo, aplicar até mesmo sua interna reforma do sistema de saúde, que beneficiara o povo pobre dos Estados Unidos( é isto mesmo, há milhões de pobres naquele país e miséria terceiro-mundista em vários locais) democratizar a mídia e o capital, acabar com o poder soberano do setor industrial/bélico e outras, pode mesmo é acabar com um tiro na cabeça. Que é como os americanos que realmente estão no poder, costumam resolver suas diferenças políticas.
*Jornalista/Cientista Social
O glorioso Partido Comunista do Brasil, o PCdoB esta em todo país discutindo suas teses e debatendo suas idiossincrasias em preparação de seu novo Congresso. Este processo sempre foi muito rico e o momento em que vivemos nós, os comunistas, entre a malfadada crise do socialismo real desde a queda do Muro de Berlin e o fim da União Soviética o transforma em mais rico ainda. A recente e ainda presente crise do capitalismo, gerada a partir do próprio pólo do capitalismo, transforma as discussões em mais ricas e mais esclarecedoras ainda.
Por isto. e talvez por isto, não entendo porque crises internas, motivadas pela má compreensão da luta de classes, idiossincrasias pessoais e motivos menores estão enpanando as discussões sobre as teses do Congresso e o esforço de fazermos um partido grande, massivo e a altura de seu objetivo que é fazer a revolução( qual método e caminho, ainda vamos descobrir) e engrandecer o Brasil. Ninguém é dono da verdade num momento destes e só a discussão séria e leal aos princípios pode nos levar a algum lugar. Bem distante de ser uma sublegenda do PT ou um partidinho de pseudo quadros iluminados, cujas lamparinas não clareiam sequer os próximos passos. Tenho dito, Benedito. Que o Cintra o tenha com toda sua sabedoria de sambista da vida.
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