Novo endereço do blog!

 Blog do Luiz Aparecido.

Agora em novo endereço

www.luizap.blogspot.com

Novo endereço do Blog do Luiz Aparecido

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Dá uma passadinha lá. Tá mais bonito, vibrante e atualizado!

Blog do Luizap esta de cara nova!!!!

O blog www.luizap.blogspot.com esta de layout novo. Obra e graça do amigo, artista plástico, designer e jornalista Dino Graccio. Ficou mais bonito e gostoso de ler. De uma passadinha lá para conhece-lo!

 

Justa homenagem a João Amzaonas!

Seguindo Amazonas!!

Certa madrugada em São Paulo, no fim dos anos 80, José Reinaldo, Jayme Sautchuk, Luiz Aparecido e eu bebíamos raki e falávamos do futuro. Dizíamos que, se sobreviesse um período de desnorteio, de caos ideológico, nós localizaríamos o Velho e o seguiríamos, pois assim estaríamos certos de que trilhávamos o caminho da revolução. Um ou dois anos depois caiu o Leste. Fizemos o que havíamos dito. Seguimos Amazonas e o PCdoB saiu maior daquela tragédia, pois examinou criticamente a derrota, atualizou seu pensamento e permaneceu revolucionário. Lembro-me disso nesse aniversário de morte do nosso lider e mestre. A universalidade e a permanência do seu pensamento é um marxismo-leninismo vivo, o ideal comunista intacto.

Luiz Manfredini
Curitiba - PR

Há oito anos o Brasil perdia o camarada João Amazonas

Há oito anos, no dia 27 de maio, o Brasil e o PCdoB perdiam o camarada João Amazonas. Aos 90 anos, parava de bater o coração daquele que foi o cérebro e a alma do Partido Comunista do Brasil ao longo de quatro décadas, desde que, ao lado de camaradas como Maurício Grabois, Pedro Pomar, Carlos Danielli e outros bravos dirigentes e militantes comunistas, reorganizou o PCdoB depois da grande cisão ocorrida no partido fundado em 1922.

Por José Reinaldo Carvalho


Amazonas ingressou nas fileiras do Partido Comunista do Brasil em 1935, atraído para a luta revolucionária depois de ter participado em Belém do Pará num comício da Aliança Nacional Libertadora, organização de frente única, com caráter popular, patriótico e antifascista.


Em 1943, participou da Conferência Nacional realizada na Serra da Mantiqueira, entre São Paulo e Minas, que assumiu a incumbência de reestruturar o Partido após a prisão do seu núcleo dirigente pela polícia política do fascismo estadonovista comandada por Felinto Muller, um dos piores facínoras da história do Brasil no século 20.


Durante a democratização do país, em 1946, Amazonas foi eleito deputado pelo Rio de Janeiro. Ao lado de Prestes, Grabois, Jorge Amado e outros 11 valorosos camaradas, teve atuação destacada na Assembléia Nacional Constituinte, distiguindo-se pelos discursos que proferia em defesa da classe operária. Foi um dos fundadores do MUT – Movimento de Unidade dos Trabalhadores, contra o peleguismo atrelado ao governo e ao então PTB. O MUT desempenhou papel de proa na greve geral de 1953.

Durante a ditadura militar com o movimento democrático compelido à mais estrita clandestinidade, Amazonas dirigiu a flexão tática partidária no sentido da organização da resistência armada. Com Grabois e Arroyo, encabeçou a Guerrilha do Araguaia, um dos feitos mais heróicos da história do Partido.

Amazonas foi também o formulador da tática ampla, combativa e flexível do Partido de acumulação estratégica de forças, que consistia em realizar ações de m assas combativas e estruturar a frente ampla para combater e derrotar a ditadura. União dos brasileiros para salvar o país da ditadura e do imperialismo, conquistar a liberdade política, alcançar a democracia popular, pelo caminho das bandeiras democráticas – pelo fim dos atos e leis de exceção, pela anistia ampla, geral e irrestrita, pela Assembléia Nacional Constituinte – foram formulações precisas que armaram o Partido, os aliados democratas e patriotas e o povo nos embates contra o regime ditatorial e de traição à pátria que vigorou entre 1964 e 1985.

Amazonas participou com entusiasmo patriótico e democrático da campanha pelas eleições diretas. Percorreu o país com as lideranças do velho MDB, dos trabalhistas, nomeadamente Leonel Brizola, e com Lula nas grandes jornadas cívicas da campanha pelas eleições diretas para presidente da República, que passou à história como a campanha pelas Diretas Já! Derrotada a campanha por uma mai oria artificial no Congresso Nacional, o dirigente comunista não hesitou em participar do movimento pela eleição de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, a última eleição indireta do país, em 1985.

O camarada João foi um incansável lutador por uma Constituição que salvaguardasse os princípios democráticos e a soberania nacional. Dedicou o melhor das suas energias e de seu precioso tempo, entre 1987 e 1988, a dialogar e debater com os constituintes, dentre os quais uma combativa bancada de cinco comunistas, contribuindo assim para formulações justas na redação da Carta Magna do país.

Em 1989, João Amazonas, ao lado de Lula, foi pioneiro da criação da Frente Brasil Popular. Em muitas manifestações públicas, Lula revelou que nos momentos difíceis daquela campanha, apenas ele próprio e Amazonas acreditavam num desfecho positivo. Tal como em 1989, Amazonas acompanhou o então candidato nas campanhas de 1994 e 1998. Poucos dias antes de sua morte, em 2002, recebeu na sede do Partido uma delegação do Partido dos Trabalhadores, com Lula à frente, que viera solicitar formalmente o apoio do PCdoB à candidatura que poucos meses depois triunfava nas urnas, abrindo uma nova página na vida política brasileira. Sua contribuição foi decisiva. Lutou por um novo Brasil até o último suspiro.

O camarada Amazonas tinha profundas convicções revolucionárias e era plenamente consciente, pelos conhecimentos teóricos e a experiência que adquiriu, de que a encruzilhada histórica do Brasil só seria superada com a ruptura revolucionária com o sistema político-jurídico e econômico-social das classes dominantes, baseado na dominação imperialista, no capitalismo monopolista e financeiro e no latifúndio. Opinava que a saída de fundo para o Brasil abrir caminho ao progresso social, à verdadeira democracia e à independência nacional é o socialismo.

Internacionalista, solidário, de fendeu o movimento comunista e foi um incentivador incansável da atividade internacional dos comunistas brasileiros.

Dialético, atento aos solavancos e ziguezagues da história, compreendeu que o poder não se conquista nem o socialismo se constrói em linha reta. Muito menos copiando modelos ou repetindo formulações historicamente datadas. Legou-nos as ideias criadoras do Programa Socialista, de 1995, em que se baseia o Programa aprovado no 12° Congresso, no ano passado. Deixou no partido a marca indelével de uma tática e uma estratégia de acumulação revolucionária de forças, de unidade do povo brasileiro, tendo por rumo a libertação nacional, a emancipação social e o socialismo.

Sua maior herança é o Partido Comunista de quadros e de massas, de firmes princípios marxistas-leninistas, instrumento indispensável para levar adiante a luta do povo brasileiro, partido que a geração atual de militantes e dirigentes tem o dever de preser var, consolidar e desenvolver, sempre patriótico, sempre revolucionário, sempre internacionalista, sempre comunista, independentemente das circunstâncias e das conjunturas.
                                    João Amazonas E Elza Monerat em ato do Partido!
* Secretário Nacional de Comunicação do PCdoB

A saude anda meio doente!!!

A vida ta assim, ó!!!

 

Não sei se é poesia, se é prosa. È meu expressar!

 

Saúde????

 

Meus amigos)as) me perguntam sobre minha saúde.

 

Eu respondo: “a saúde ainda esta doente”. Mas vou me recuperando devagar da “meliopatia cervical” que me pegou de jeito há mais de três anos. Neste final de maio, começo de junho de 2010, já deixei de lado o conforto imobilizatório da cadeira de rodas, uso pouquíssimo o desconfortável andador e me escorando, ando pela casa e adjacências.

 

Sinto mais a persistente atrofia parcial das mãos, que são a extensão do meu cérebro ainda vibrante. Mas continuo escrevendo como os dois dedos que mantiveram certa firmeza. Esta doença é foda. Me pegou desprevenido. Foi chegando devagar. E pow! Pra ir embora ta mais devagar ainda!

 

Primeiro senti nas mãos uma hipersensibilidade que foi aumentando. Depois o equilíbrio e a força das pernas foram cedendo e já não conseguia andar direito.

Daí para a piora foi um pulo. Em poucas semanas estava imobilizado. E os médicos de Brasília, dos vários que fui e dos exames que fiz, nada encontravam.

 

Polyana desesperada com o avanço da ainda misteriosa doença me leva para o Hospital de Base e aciona os camaradas do PCdoB. para procurarem uma vaga para mim no Hospital SARAH. Fiquei quase um mês no Hospital de Base e nada descobriram. Foi quando apareceu o Dr. Hudson Mourão e uma enfermeira do SARAH e direto do Hospital de Base, me levaram para o SARAH.

 

Lá, depois de uma bateria de exames, acharam o fio da meada. As vértebras 2c a 4c tinham se fechado e estavam forçando uma lesão na medula. Nesta altura, a paralisação já tinha me atingido a bexiga e os intestinos e marchava celeremente para o estomago, os pulmões e o coração. Mais 15 ou 20 dias tudo parava e eu já era.

 

Então fizeram a cirurgia, abrindo as vértebras, colocando pinos de tungstênio para mante-las afastadas e liberando a medula. Agora, seria questão de tempo para a medula ir se recompondo e eu ir melhorando. Mas honestamente me avisaram, que o processo de paralisia fora estancado, mas a volta dos movimentos e das funções internas ia demorar. Tudo voltaria vagarosamente.

 

E foi fato. Ainda internado no SARAH(fiquei lá mais de um ano), fazendo fisioterapia a bexiga voltou a funcionar, assim como os intestinos. Mas os movimentos das pernas, cinturas e mãos  ainda estavam seriamente prejudicadas. Mas Dr, Hudson e o cirurgião José Carlos, insistiram que o tempo e a persistência na fisioterapia e nos medicamentos, faria os movimentos voltarem, mas vagarosamente. Como esta sendo.

 

Já faz um ano e quase meio que fui liberado pelo SARAH (só volto lá vez em quanto para exames e acompanhamento) e sinto as melhoras chegando. Cada novo movimento, maior equilíbrio, é motivo de euforia e sensação de vitória, minha e da Polyana que amparou este tempo todo. Vim para o Espírito Santo depois que sai do SARAH para continuar a recuperação e sobreviver melhor, pois estava ainda sem meu auxilio doença e sem minha pensão da Anistia (que finalmente chegaram) e a vida em Brasília é cara e difícil.

 

Agora preparo minha volta a Brasília. Continuarei indo ao SARAH, vou aprofundar a fisioterapia em busca de uma melhoria mais rápida. È isto. O mais são vicissitudes da vida.

Ta no www.luizap.blogspot.com

 

 

 

A grande imprensa ignorou esta noticia. Mas nós não!

Dissidentes do PV formam outro partido e apoiam Dilma

23/05/2010

    Dissidentes do Partido Verde se reuniram neste fim de semana, em Belo Horizonte, para realizar a primeira convenção nacional do Partido Livre, que está em processo de legalização, e declarar apoio à candidatura presidencial da petista Dilma Rousseff.

    “Entre os três pré-candidatos, Dilma é a única que pode defender e implementar as propostas do partido. Somos um grupo formado por militantes de esquerda. Apoiá-la é uma resolução natural”, afirmou o vice-presidente nacional, Carlos Magno.

    O comando do Livre – Liberdade, Igualdade, Verdade, Responsabilidade e Educação – é formado por ex-militantes do PV em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Paraíba. De acordo com os dirigentes, o futuro partido já tem filiados em 15 estados. Seu presidente, Rose Nolasco, disse que a iniciativa de deixar o Partido Verde e criar o Livre foi adotada no fim do ano passado, em reação à entrada da senadora Marina Silva no PV.

   “Quando Marina se filiou ao PV, houve uma reforma programática no partido. Algumas discussões históricas e prioritárias saíram de pauta e foram relegadas ao segundo plano. O Partido Verde deixou de defender causas importantes como a união o civil entre pessoas do mesmo sexo. Não concordamos com a decisão do PV de jogar no lixo o seu programa”.

Perdão meus leitores, por ousar poetar sem ser poeta

Sonhos!!

 

Sempre sonhei em ser sambista

Mas João Gilberto, TomZé, Geraldo Pereira, Geraldo Filme,

Germano Mathias, Noel Rosa e

muitos outros bambas, já fizeram os sambas que queria ouvir!

 

Sonhei ser cineasta,

Mas Glauber Rocha, Francis Ford Coppola, Fellini, Clint  Eastwood,

Ozualdo Candeias e vários “cobras” já fizeram os filmes que queria fazer!

 

Queria e quero ser revolucionário, mas Lênin, Mao Tse Tung, Ho Chi Min,

Fidel Castro e vários outros revolucionários, fizeram

A revolução deles. Eu continuo na luta para fazer a nossa, junto com

milhões de brasileiros e latino-americanos.

 

Sonhei ser escritor, mas Graciliano Ramos, Machado de Assis, Norman Mailer, Guimarães Rosa, Paulo Leminsky, Castro Alves, Manuel Bandeira. Oswald de Andrade,

Mario Quintana, Ernest Hemingway, Henri Miller, Raymond Chandler, Jack London, Jack Kerouac, J.D.Sallinger e muitos outros, escreveram as obras que adoro ler.

 

Sonhei ter uma mulher para ser feliz!

Tive algumas a quem amei e outras que me amaram, e varias que não me amaram.

Mas encontrei Polyana e achei “a mulher”, a companheira e a felicidade!

Tive os filhos que queria e amei-os, e os que não me queriam, mas amei mesmo assim!

 

Meus sonhos se realizam no dia a dia da vida!

 

Pseudopoema que dedico aos que se aventuraram a me acompanhar pela vida afora!!!!

 

Luiz Aparecido

 

20 e 21 de maio de 2010

 

 

 

Ditadura no banco dos réus!!!

Brasil enfrenta Primeiro Julgamento Internacional por Crimes Cometidos na Ditadura Militar

Comunicado  sobre o Caso Araguaia na Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA - Victória Grabois. 

A audiência Pública do primeiro julgamento internacional contra o Brasil por crimes cometidos durante a ditadura militar (1964-1985) será realizada nos próximos dias 20 e 21 de maio na Corte Interamericana de Direitos Humanos, em San José, Costa Rica. 

 

O caso Gomes Lund e outros v. Brasil, também conhecido como “Guerrilha do Araguaia”, trata da detenção arbitrária, tortura, execuções sumárias e desaparecimento forçado de pelo menos 70 pessoas durante operações das Forças Armadas brasileiras, executadas entre 1972 e 1975, com o objetivo de destruir um movimento de resistência à ditadura.

 

Apesar das iniciativas de familiares e organizações de direitos humanos ante a Justiça brasileira, durante mais de 30 anos o Estado se negou a entregar informações acerca do paradeiro dos desaparecidos e desaparecidas, ou a iniciar uma investigação criminal séria que esclarecesse os fatos e determinasse responsabilidades. Para negar-se a atuar, o Estado apoiou-se na Lei de Anistia, promulgada em 1979 pelo Governo Militar.

 

Os funcionários estatais envolvidos nas graves violações aos direitos humanos, que atuaram em nome da ditadura, foram incluídos entre os beneficiários da Lei de Anistia, mediante uma interpretação política que foi dada a esse texto, embora este não os contemplasse explicitamente.

 

A Corte Interamericana analisará a Lei de Anistia, por ser esta considerada pelas vítimas como o principal obstáculo à investigação, ao esclarecimento dos fatos e ao julgamento de graves violações aos direitos humanos e crimes de lesa-humanidade cometidos durante o regime militar brasileiro.

 

O Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL), o Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro e a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos de São Paulo – representantes das vítimas – esperam que a Corte emita uma sentença contra o Brasil na qual estabeleça a responsabilidade internacional do Estado Brasileiro pelas violações aos direitos humanos das vítimas, que se pronuncie acerca da incompatibilidade da Lei de Anistia com a Convenção Americana sobre Direitos Humanos e com a jurisprudência internacional e que ordene ao Estado ações para garantir às vítimas, a seus familiares e toda a sociedade brasileira os direitos à verdade, justiça, memória e reparação, assim como a não-repetição dos fatos.

 

Em 20 de maio, os representantes das vítimas explicarão à Corte os fatos do caso e apresentará como testemunhas familiares de desaparecidos e falecidos, bem como especialistas sobre questões relacionadas à Lei de Anistia, justiça de transição e a ineficácia das medidas adotadas pelo Estado no que tange ao conhecimento da verdade e à realização da Justiça. Em 21 de maio, os representantes das vítimas e do Estado exporão suas conclusões. A Corte não emitirá sua Sentença de imediato. Até o dia 21 de junho as partes têm tempo para apresentar suas alegações por escrito e, posteriormente, a Corte deliberará sobre a sentença, processo que normalmente demora alguns meses.

 

fonte :  Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL)  

 

 

TomZé foi imperdivel!!!

Quem viu o documentario no Canal Brasil da NET e SKY no ultimo sabado, dia 15, se espantou com a genialidade, força e dignidade da carreira e da produção de TomZé!Espero que o Canal Brasil volte a exibir o documentario de novo.Quem perdeu a exibição desta semana. merece ver e quem viu quer ver de novo!!!

Sarney quer implodir candidatura do PCdoB no Maranhão!!

No Maranhão, José Sarney e sua poderosa gang esta movendo mundos e
fundos(fundos principalmente) para chantagear o presidente Lula e o PT,
para implodir o apoio deles à candidatura do deputado Flavio Dino, do
PCdoB ao governo do Estado. Cabe ao PT maranhense e ao PCdoB resistir a
chantagem sarneyzista!

Já no Espirito Santo!!

O presidenciavel da direita e do imperialismo(ele ainda existe, sim!) José Serra, adiou pela segunda vez sua visita ao Espirito Santo. Seu amigo Paulo Hartung o esta deixando
doido com os acordos e desacordos feitos em terras capixabas!"
GUERRILHA DO PARAGUAI PODE SER ARMAÇÃO DA CIA!!!
Caça a guerrilha paraguaia é véu do interesse dos EUA nas fronteiras do país

Por Diego Ghersi

Algo está acontecendo no Paraguai, porém, as dúvidas aumentam, sobretudo pelas grandes dificuldades na hora de colher informações confiáveis. Apareceu o Exército do Povo Paraguaio (EPP), grupo ‘guerrilheiro’ auto-declarado “marxista-leninista e guevarista”, que estaria atuando em cinco departamentos (estados) do país: Concepción, San Pedro, Amambay, Presidente Hayes e Alto Paraguay.

A origem do EPP data de princípios de 2008 e estaria conformada por um núcleo ativo de 20 membros. Diz estar enfrentado com o presidente Fernando Lugo, a quem acusam de não promover a Reforma Agrária, questão que motorizaria seus esforços para destituí-lo, tomar o poder em seu lugar e constituir-se como um governo marxista-leninista. Tudo muito linear, não?

Não desmente seus vínculos com as FARC colombianas e nem que seus membros teriam sido treinados em Cuba e Venezuela. São acusados de roubos, seqüestros, atentados e ao menos quatro assassinatos ao longo deste ano. Tudo muito parecido ao discurso linha dura de figuras como Álvaro Uribe, da Colômbia, não?

Ao presidente Lugo não lhe faltam problemas: não conta com maioria no Congresso; tem o vice-presidente contra si; é apedrejado pelos meios de comunicação e o Poder Judiciário, por demandas sexuais motivadas durante seu bispado. Além do mais, o EPP atua no território onde ele foi sacerdote e enfrentou o latifúndio. Cenário propício para desestabilização, não?

As prefeituras de Concepción, San Pedro, Amambay, Presidente Hayes e Alto Paraguay – onde operaria o EPP – se caracterizam pela concentração de grandes extensões de terras em poucas mãos. Ditas terras foram adquiridas durante os processos ditatoriais de Stroessner em favor de militares de alto coturno do regime. Outras, em regiões fronteiriças, foram compradas por criadores de gado e sojeiros brasileiros, à mercê de leis e decretos violatórios à soberania do país.

A região envolvida ocupa grande parte do território do país, com cerca de 800 mil habitantes submetidos à pobreza; abundam as fazendas de gado e as chamadas “zonas liberadas” para cultivos de maconha.

Lugo havia proclamado durante sua campanha a necessidade de encarar uma Reforma Agrária integral e como veículo imediato por excelência para combater a desigualdade social do país. Mesmo assim, os avatares de seu mandato marcado por contínuas tentativas destituintes forçaram-no a adiar seus projetos.

Neste contexto se produz a sugestiva irrupção do EPP. Sugestiva porque sua pobre organização não está à altura dos objetivos que se propõe; porque sua imagem midiática parece estar construída na medida justa que requer a formação de uma politicamente correta opinião pública – de rejeição às práticas violentas e antidemocráticas; e porque ninguém acredita que a melhor maneira de favorecer a Reforma Agrária seja socavar o governo Lugo, mas exatamente o contrário.

A aparição do EPP forçou o mandatário paraguaio a solicitar o Estado de Exceção por 30 dias nos departamentos afetados, e isso significa que neste período o Executivo poderá decretar prisões nas zonas de luta. “O objetivo principal do Estado de Exceção é capturar membros do EPP que cometeram uma série de crimes horrendos no Paraguai”, explicou o próprio Lugo.

A medida foi acompanhada pelo deslocamento de 3000 efetivos – entre exército e polícia -, comandados pelo general Oscar Velázquez.

A respeito da participação militar, o presidente do Partido Comunista do Paraguai, Ananias Maidana, destacou o importante apoio das forças populares ao ministro da Defesa, Luis Bareiro Spaini, “porque ele representa o melhor da tradição e da história do exército paraguaio em defesa da soberania nacional e contra a intervenção estrangeira”. A observação é importante porque coloca o ministro da Defesa fora de suspeitas de desestabilização.

A Câmara dos Deputados – opositora a Fernando Lugo – tenta destituir Bareiro Spaini. O ministro teria enviado uma carta à Embaixada dos EUA em Assunção, censurando-a em alguns conceitos que seu titular teria emitido sobre a gestão Lugo, o que motivou a ira dos legisladores – materializadas em um “voto de censura em sua gestão” – e também que Lugo tivesse de respaldá-lo.

No estritamente operacional, os entendidos em assuntos militares destacam o controle que o Exército Paraguaio tradicionalmente tem de seu território nacional, ao que qualificam de “efetivo e total”. Sendo assim, na realidade o EPP deve estar com seus dias contados, dado que o esforço militar se soma ao fato de que suas lideranças estariam identificadas, o que os afasta dos refúgios urbanos e os relega a uma dura sobrevivência na selva.

As atitudes da diplomacia estadunidense, questionadas pelo ministro da Defesa, fazem lembrar ações da embaixada de Washington na Bolívia, quando dos episódios na “Meia Lua”, em 2008, em busca de destituição do presidente Evo Morales.

Com efeito, enfrentar um movimento insurgente sem armas e nem recursos, sem meios para tarefas de propaganda e sem algum apoio urbano é uma situação difícil de digerir e que conta com os vários antecedentes negativos da história militar, que não se pode crer que alguém treinado desconheça. Então, por que tanto barulho com isso? Tudo tem um cheiro estranho, não?

Por um lado pode se pensar que se forçou o presidente Lugo a direcionar esforços em uma questão que se não for exitosa lhe trará uma imagem de fraqueza e afundará ainda mais as bases de seu governo.

Por outro, o obriga a utilizar mecanismos excepcionais de repressão – emprego do exército em questões internas -, configurando um perigoso precedente para toda a América do Sul.

Além do mais, repercutiu que militares estadunidenses instalados na localidade de Estigarribia poderiam colocar sua “experiência de combate em regiões de similares características” a serviço dessa operação de caça a título de “colaboração extra-oficial”.

Isso corrobora a teoria de que os EUA tentam por qualquer meio envolver-se militarmente em regiões de abundantes recursos – já estão na Colômbia – e a partir dali projetar-se a países fronteiriços ao Paraguai.

Neste marco, toda a operação EPP poderia ser uma nova criação tática de Washington, afinal de contas, não constituiria nenhuma novidade, correto?


Diego Ghersi é professor da Faculdade de Jornalismo e Comunicação Social da Universidade Nacional de La Plata (Argentina).

Publicado originalmente na Agencia Periodística del Mercosur (http://www.prensamercosur.com.ar/apm/nota_completa.php?idnota=4657)

Traduzido por Gabriel Brito, jornalista, para o Correio da Cidadania.

Esquerda volver!!!

America Latina esta mudando mesmo! Eleições regionais no Ururguai neste domingo elegeu prefeitos e governadores de Departamentos na maioria da Frente Ampla, que congrega  união de partidos de esquerda. E na capital. Montevidéo, elegeu Ana Oliveira prefeita, membro do Parido Comunista Uruguaio. Agora no Brasil é esperar outubro e eleger Dima presidente e maioria dos governadores de esquerda nos Estados e  maioria dos senadores e deputados federais e estaduais de esquerda. No Maranhão, o PCdoB lançou coligado com o PT e PSB,o deputado Flavio Dino, candidato a governador. Será o fim da dinatia Sarney naquele estado.

Blog do Alon faz justa homenagem ao Fredo Ebling.Eu também!!!

O voto do Fredo (23/04)

Em vez de discutir o apoio a tal ou qual candidato, a UNE deveria numa próxima reunião homenagear o Fredo Ebling, cujo voto 30 anos atrás permitiu ao “U” da sigla estar até hoje em vigor, para valer

Corria o ano da graça de 1980 e a diretoria da União Nacional dos Estudantes estava reunida no DCE da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em Vitória, para tomar posição diante da reforma partidária imposta — ou segundo outras versões permitida — pelo governo João Figueiredo. A UNE fora reconstruída um ano antes e compunhamos a primeira direção, eleita pelo voto direto. Já eram os ventos da abertura a soprar.

A diretoria de 15 integrantes era complicada que só. Todos militantes ou simpatizantes de grupos e partidos que uma década antes tinham aderido à luta armada. Um assunto superado pela vida, mas as diferenças políticas persistiam. Parte pendia para o nascente PT, que outros acusavam de ser subproduto da manobra de Figueiredo para dividir o MDB (Movimento Democrático Brasileiro, única oposição partidária permitida pelo regime até então).

Mas havia duas tendências entre os “peemedebistas”, que defendiam a necessidade de a oposição continuar unida no PMDB, sucessor do MDB. Uma argumentava que o PDT, o PTB e o PT, nascidos da reforma figueiredista, eram iniciativas legítimas, e que portanto a UNE não deveria se alinhar a nenhuma sigla. Outros exigiam que a entidade apoiasse explicitamente o PMDB, segundo eles “o único partido da oposição”, pois os demais haviam aceitado a divisão patrocinada pelo regime e tirado vantagem dela.

Ano passado, a UNE comemorou 30 anos da reconstrução e um punhado daqueles diretores reunimo-nos em Porto Alegre, numa homenagem bacana organizada pelo deputado estadual Adão Villaverde (PT). E lembramos entre boas risadas daquela reunião no DCE da UFES. Por que as risadas? Por causa das manobras heterodoxas de obstrução colocadas em prática pela parte da diretoria que, em certo momento, viu-se minoria. A tática era arrastar a pauta sem decidir nada, até que chegassem os diretores ainda ausentes. E que fariam a maioria pender para o nosso lado.

No fim deu certo. Depois de três dias inteiros de sumiços convenientes para derrubar o quorum, de infinitas questões de ordem e de encaminhamento intervaladas por discursos irados e intermináveis sobre todos os assuntos possíveis, o Fredo Ebling finalmente desembarcou vindo de Porto Alegre e nos garantiu a maioria de um voto. E pela diferença de um mísero voto decidimos não decidir nada. E a UNE não se alinhou a nenhum partido.

Olhando retrospectivamente, talvez tenha sido a decisão mais importante e correta da UNE desde sua reconstrução, naquele bonito e bem brigado 1979. Porque, diferente do movimento sindical, a entidade nacional dos estudantes não se fragmentou. Não há uma UNE do PT, uma do PCdoB, uma do PSDB ou uma do Democratas. É quase inacreditável, mas todas essas forças políticas continuam aglutinadas até hoje numa única “central sindical” estudantil. Deve ser o único lugar no Brasil em que todos convivem em relativa paz.

Vejo agora no noticiário que a UNE deve discutir por estes dias uma proposta de apoio à candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff. Eu duvido que a própria candidata tenha algo a ver com isso. Deve ser coisa das disputas político-partidárias que fazem a alma do movimento estudantil, aqui e em qualquer outro lugar do planeta. Mas há essa proposta.

A UNE tem lá seus problemas, como todo mundo. Nos últimos anos vem apoiando a administração de Luiz Inácio Lula da Silva. Alguns dizem que é por causa das verbas recebidas, mas, pelo que eu conheço, a acusação é injusta. A explicação é outra: as correntes político-partidárias que comandam majoritariamente a UNE estão com Lula, e estão no governo Lula. Como ocorre, por exemplo, com a maioria das entidades sindicais empresariais. E que não são criticadas.

Mas esse detalhe tem menos importância histórica. O governo Lula vai passar e a UNE continuará. Fundamental é ela persistir ao menos com a ambição de representar todos os estudantes, detalhe indispensável para manter abertos os canais de diálogo com o conjunto do universo estudantil.

Por isso, em vez de discutir o apoio a tal ou qual candidato, a UNE deveria numa próxima reunião homenagear o Fredo Ebling, cujo voto 30 anos atrás permitiu ao “U” da sigla estar até hoje em vigor, para valer.

É fácil encontrá-lo. Se quiserem, posso fornecer os contatos.

Seria mais inteligente. Além de inteiramente justo.

Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta sexta (23) no Correio Braziliense.

LULA NÃO DEVE CEDER AOS FASCISTAS ITALIANOS!!!
CASO BATTISTI

LULA DEVERÁ
MIRAR-SE
NO ESTADISTA MITTERRAND

 

Celso Lungaretti (*)


Tudo indica que, nestes últimos dias de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocará ponto final num drama que se arrasta há mais de três anos, confirmando a decisão que seu governo já tomou em janeiro/2009, de conceder ao escritor italiano Cesare Battisti o direito de residir e trabalhar em paz no Brasil.

Em termos simbólicos, será um dos grandes momentos de Lula, ao escolher o exemplo certo no qual mirar-se: o de François Mitterrand, e nunca o de Getúlio Vargas.

Ciente de que os militantes da ultraesquerda italiana haviam cometido atos discutíveis em circunstâncias de enorme radicalização política, tendo sido depois julgados em meio a flagrantes violações de seus direitos, o presidente francês assumiu há 25 anos -- exatamente em 21 de abril de 1985, no 65º Congresso da Ligue des Droits de l'Homme -- a digna postura de oferecer-lhes abrigo em seu país, desde que tivessem abandonado a violência e não praticassem mais crimes.

A Lei Mitterrand fez o que a Itália deixou de fazer: promulgar uma anistia aos que travaram as lutas dos anos de chumbo, marcadas por excessos documentados de parte a parte.

Embora até hoje seus farisaicos defensores batam na tecla de que lá havia democracia, o certo é que algumas instituições funcionavam como se deve, outras não.

A repressão política e a Justiça incidiram em práticas não muito diferentes das adotadas pelas ditaduras latinoamericanas, como as torturas, a promulgação de leis de exceção (incluindo a que facultava a manutenção de um cidadão preso preventivamente durante mais de 10 anos!), o estímulo à delação premiada e a aceitação da palavra de um co-réu contra outro (permitindo a transferência de culpa), etc.


O Caso Battisti, aliás, registra um dos maiores descalabros do período: a falsificação de procurações por parte de advogados que defendiam co-réus cujos interesses eram conflitantes com os dele e, aparentemente, representaram-no com o objetivo de o prejudicar para favorecer a esses outros.

Ter aceitado como definitivas as procurações fraudadas, mesmo depois que a fraude foi cabalmente atestada por uma das mais eminentes peritas da Europa, deixa a Justiça italiana sob forte suspeita de cumplicidade com a farsa supostamente tramada entre advogados e promotores.

Por essas e outras, teria sido melhor para todos que as coisas permanecessem como Mitterrand as posicionara.

Mas, a ascensão da direita neofascista ao poder na Itália deflagrou uma rancorosa caça às bruxas, erigindo em símbolo Cesare Battisti, militante secundário de um grupo secundário da esquerda armada, dentre os aproximadamente 500 que atuaram durante a década de 1970 em seu país.

Tudo leva a crer que foi escolhido por sua crescente notoriedade como escritor. Era o alvo ideal para a demonstração de força que Silvio Berlusconi queria dar, exibindo sua cabeça como troféu que atestasse a vitória final da direita sobre a esquerda nas refregas dos anos de chumbo.

Para tanto, a Itália armou uma avassaladora campanha de pressões políticas e econômicas, com apoio midiático obtido a peso de ouro, para convencer a França a revogar o solene compromisso assumido em seu nome por Mitterrand.

Vai daí que, desde 2004, um homem a quem nenhum crime se imputava desde 1979 (sendo extremamente discutíveis os que lhe atribuíam antes disso), foi obrigado a uma fuga sem fim e sem real motivo, apenas porque a razão de estado conspirava contra ele e mobilizava recursos astronômicos para o crucificar.

No Brasil, a nova escalada direitista encontrou receptividade no Supremo Tribunal Federal: alguns ministros viram a chance de usar o Caso Battisti como ponto de partida para a criminalização da esquerda armada em geral (começando pela de um país democrático que resvalara momentaneamente para uma espécie de macartismo à européia e terminando naquela que resistiu a nossas ditaduras explícitas)

Secundaram-no as forças de oposição ao Governo Lula, na verdade interessadas principalmente nos ganhos propagandísticos que esperavam obter na corrida presidencial; e a imprensa, que hoje aqui assume totais características de indústria cultural, colocando a propagação das versões convenientes para o capitalismo muito acima do compromisso com a disponibilização da verdade.


Mas, a resistência de cidadãos dotados de espírito de justiça e dos abnegados defensores dos direitos humanos frustrou a tentativa de, durante o julgamento do pedido de extradição italiano no STF, não só revogar-se na prática a Lei do Refúgio e a jurisprudência consolidada, como também  automatizar-se  a sentença, com a abolição da instância final (o presidente da República).

Vai daí que Lula pode agora decidir se aceita ou não a mera recomendação de refúgio que o STF lhe mandou, decorrente de uma controversa e dividida votação de 5x4.

Mas, sabe-se que sua convicção íntima vai em direção oposta -- até porque não quer passar à História como responsável por infâmia semelhante à de Getúlio Vargas, ao não impedir que o STF entregasse à Europa outro troféu cobiçado pela mesmíssima direita troglodita, Olga Benário.

Cuidado com as pesquisas!!

Este fim de semana vem bomba das pesquisas encomendadas pelos empresarios e pelos tucanos e outras aves de rapina, para inundando os meios de comunicação, dizer que José Serra tomou a dianteira na preferencia do eleitorado para presidente da República! Balela Pura!

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