Restabelecer a verdade!!!

 

Mensagem que enviei ao companheiro Celso Lungaretti eoutros!

Meu caro Lunga!

Acabei de assistir hoje, domingo, dia 21 de junho de 2009, no Canal Brasil da SKY e repetido por outros canais de assinatura, o documentario,"Tempo de Resistencia", onde inumeros revolucionarios dão seu depoimento sobre a resistencia dos combatentes brasileiros à Ditadura. Entre os depoimentos sinceros e emocionantes de Denise Crispim,que foi mulher e tem uma filha do "Bacuri", um dos mártires da luta armada, Aloisio Nunes Ferreira e até do inefavel Zé Dirceu, há tambem o de Darci Rodrigues.Este ultimo me chocou ao repetir a cantilena mentirosa e falsa, de que o campo de treinamento da guerrilha da VPR, no Vale do Ribeira no inicio dos anos 70, no interior de São Paulo, foi entregue pelo quem ele chama de traidor, Celso Lungaretti.

È mais que a hora, de exigir dos produtores e diretores do documentario que façam, em nome da verdade histórica, o esclarecimento que historiadores como Jacob Gorender e a própria vida ja fizeram: Celso Lungaretti não foi o delator que entregou o local do treinamento para a repressão. Como esta informação se tornou publica e abrange, atraves do documentario exibido no "Canal Brasil" e outros veiculos, fórum de seriedade histórica, é necessário mais uma vez isentar o Lungaretti desta perfidia e se for o caso, até entrevistarem o Celso e outros companheiros da época, para apontar o verdadeiro delator daquele fato.

As toruras barbaras e humilhantes que nós revolucionarios fomos submetidos nos porões da Ditadura, devem ser denunciadas sempre, assim como a verdade dos fatos que elas originaram. Se alguns e não foram poucos, fraquejaram e abriram companheiros e ações, os fatos devem ser esclarecidos. Mas uma mentira não pode destruir a reputação, a honra, a vida e a coragem de quem teve a audacia e o desprendimento humano de enfrentar, armados ou não, o aparato selvagem da ditadura.

Dou meu depoimento publico da honestidade e coragem histórica de Celso Lungaretti, que assumiu suas fraquezas e teve a ousadia de dedicar até hoje a vida no sentido de superá-las.Vamos então cobrar de Darci Rodrigues, ex-militante da VPR que corrija seu erro e retire as acusações falsas contra o c0mpanheiro Lungaretti, Os produtorese diretores do documentario, teem tambem o dever civico, humano e histórico de esclarecer esta questão.

Luiz Aparecido

ex-preso politico e até hoje militante do glorioso PCdoB

 

Homem de sorte!!!!!

                    SOU UM HOMEM DE SORTE!!!!

(primeira parte)

 

 

Esta fazendo um ano e meio agora em maio, que comecei a sentir os primeiros sintomas da cruel e rara doença “Meliopatia cervical”, causada pela compressão das vértebras sobre a medula, causando paralisia generalizada e podendo ocasionar a morte se não for interrompida cirurgicamente a tempo e não for depois, tratada com fisioterapia e medicamentos. Passei mais de um ano internado, primeiro no Hospital de Base de Brasília e depois no Sara Kubstcheck, onde a equipe do Dr. Hudson realizou exitosamente a cirurgia que abriu as vértebras comprimidas e liberou a medula. Agora é ter tempo para que a melhoria surja vagarosamente com a fisioterapia, remédios e paciência.

 

Nestes tempos terríveis em que tive que parar de trabalhar e ficar imobilizado muito tempo, contei fundamentalmente com o apoio, amor, carinho e dedicação de minha esposa Polyana Demoner, sem a qual teria possivelmente ficado totalmente aleijado ou morrido. Ela foi atrás de médicos, hospitais, cuidou de nossos filhos e de negócios pendentes, o que faz até hoje. Mas não posso esquecer-me do apoio e solidariedade do meu irmão Fernando Lopes da Silva, que varias vezes se deslocou de Cuiabá onde mora para ir a Brasília, me dar assistência junto com sua mulher Meire e dos amigos/irmãos Caio Carneiro Campos e  sua mulher Andréia Barbosa, do Marcos Tenório, do Renato Rabelo e da direção nacional do PCdoB, principalmente do deputado Aldo Rebello e Rita Polli, Lucia Ana e Assis Soares, do senador Inácio Arruda, do também deputado Edmilson Valentin, dos companheiros dos gabinetes deles, do Jairo Jose Junior e do ex- deputado e companheiro Sergio Miranda e outros camaradas e amigos.

 

Quem mais esteve comigo

 

Foram solidários e me ajudaram muito até na minha sobrevivência, o Dr. Pedro Ynterian e a Assibral e Interlab de São Paulo, o Marcio Pinheiro, do Grupo Arara Azul, os irmãos Nilton e Luiz Wagner Chieppe, do Grupo Águia Branca, assim como o coronel Klinger Sobreira de Almeida, do mesmo grupo na Bahia. Também na Bahia, o Celso Mathias esteve sempre solidário e presente, assim como meu camarada e amigo deputado Javier Alfaya, o Calucho e o Fernando Coelho. Outro amigo que não me faltou foi o Aramis Moraes da Receita Federal em São Paulo, o Luiz Augusto de Araujo, nosso querido “Lula” e a minha amigona Cynira Maturama. Outro sempre presente é o historiador, amigo e meu biógrafo Pablo Emmanuel Moura. E ainda o velho amigo Rubens Gatto, que saia de suas dolorosas sessões de hemodiálise para ir me visitar no Sara. Outro sempre presente tem sido meu companheiro e governador moral de Brasília, o Orlando Cariello e o combativo Carlos Pompe.

 

Um homem nunca esta só quando tem amigos verdadeiros. E disso não posso me queixar. O ex-governador Max Mauro acompanhou de longe o drama que vivi, o José Salvador e Max Filho que na época prefeito de Vila Velha, foi a Brasília com o Arnaldo Borgo me visitar. Muitos não puderam ir a Brasília  me ver, mas telefonaram e acompanharam de longe minha agonia, sempre me apoiando e sendo solidários. O Carlos Fernando Lima, com uma doença parecida e mais grave que a minha, luta para superá-la e ainda tem tempo de ser solidário. Rogério Siqueira  foi um bálsamo enquanto estive no Sara e até hoje acompanha de longe minha lenta e sofrida recuperação. Tem o Carlos Umberto Martins,o amigo de infância Ruy Palhares, presente na minha vida até hoje,o Altamiro Borges, o Chico Martins que aqui no Espírito Santo tem sido muito solidário e parceiro. Assim tem sido também o amigo jornalista capixaba sediado em Brasília, Sylvio Costa. Outro amigo sempre presente e solidário tem sido o combatente Celso Lungaretti. E ainda o iluminado Tom Zé e dona Neusa.

 

Aqui no exílio convalescente, tem o Gildo Ribeiro, Nilo Walter dos Santos, o blogueiro Dino Graccio, Wanda Gasparini e Ronaldo Montalvão, Luiz Palauro, Osmario Cavalcante, o “jovem” Rubens Pontes, Tião Fonseca, Anderson Falcão, Marcos Monjardim e outros companheiros de PCdoB e amigos como Fernando Herkenholf que estão sempre presentes. E ainda os parentes da minha esposa Polyana, sua mãe dona Cleusa, que mesmo abalada com a morte trágica do marido, tem me dado mito apoio e atenção, assim como seu filho e meu cunhado Wellisson. Tem ainda minhas mais antigas amigas, Denise Pini e toda sua família, a Márcia Xavier, querida Madame X, a batalhadora Fernanda Tardin e as inesquecíveis Maria Luiza de Araujo e Luciane Moreira de Oliveira, de Campinas. E ainda tem o Luiz Carlos Antero, que lá do Ceará, onde também esta o Inácio Carvalho, meu quase genro, me ajuda na minha luta pela anistia, o João Ferreira, Virgilio Alencar e o José Eduardo Faro Freire, o “Zezão”. Enfim é muita gente que tem sido solidaria comigo, o que renova minhas forças para enfrentar as adversidades da doença.

 

Estou me preparando agora, para mesmo com algumas limitações voltar a ativa. Tanto na militância partidária como ao trabalho, como assessor e consultor institucional, que venho desempenhando há muito tempo. Força de vontade, experiência e garra não tem me faltado. Os problemas causados pelas seqüelas da doença não irão me impedir de trabalhar  e lutar.

 

* A segunda parte desta mensagem escreverei quando puder colocar todos os pingos nos is.

Medo do Comunismo!!!!!

Carlos Pompe(curioso do mundo e revolucionario dos bons)

Manifestações recentes atacam o comunismo e tentam desqualificar os comunistas. A Santa Aliança estabelecida entre o papa, chefes de estado, teóricos e militares a serviço da burguesia demonstra o temor desta classe diante da alternativa proletária ao capitalismo e aponta para a necessidade – e por isso atualidade – do anticomunismo. De quebra, joga por terra as ilusões dos que acham que as classes dominantes serão persuadidas da necessidade de superação do sistema baseado na exploração do trabalho pelo capital.

Mesmo após o fim do socialismo na Europa, mesmo sem a existência de organizações comunistas fortes nos países capitalistas centrais, mesmo com as esquerdas à procura do melhor caminho revolucionário (revolução! a própria palavra anda confinada aos dicionários), mesmo com as concepções direitistas e religiosas avançando sobre as mentes de novas e velhas gerações... Mesmo com tudo isso e mais, o espectro do comunismo continua rondando o mundo capitalista. As classes dominantes e seus ideólogos e agentes em todos os continentes, e no nosso país inclusive, necessitam do anticomunismo para se manter no poder, pois a atual sociedade precisa ser substituída, e a sua substituta mais avançada é a sociedade comunista.


Os ataques são os mais diversificados – de elaboração sofisticada, como no caso de uma encíclica papal; de aparente ingenuidade, como a do presidente que pede “liberdade” em Cuba; de grosseira estupidez, como a do general que saiu da ativa saudoso da ditadura Médici.

Nos momentos em que as contradições se agudizam e, mesmo sem a necessária unidade de ação e de propósitos, a presença dos proletários e demais trabalhadores se faz mais marcante no cenário político e social, a burguesia tenta isolar os socialistas e os representantes da esquerda no parlamento e no conjunto da ação social.

No embate político, são tratados com descrédito ou rebaixados à condição de personagens cômicos – mas perigosos – os que, no poder, comprometem-se com o socialismo. É o que ocorre nas investidas em “defesa da liberdade” contra o governo chinês (contrapondo a ele – mirem só! – o medievalismo anacrônico e místico do damaiilismo; nas calúnias contra Cuba ou na ridicularização dos discursos e posicionamentos do bolivariano Hugo Chávez.

No embate ideológico, recorre-se à única arma encontrada para refutar o marxismo: desvirtuá-lo, desfigurá-lo, aproveitar do desconhecimento que mesmo estudiosos têm de seu conteúdo e método materialista-dialético. Com isso, a obra e os pressupostos teóricos de Marx e Engels já teriam sido ultrapassados e ido para a lixeira da história. Mas nada de citar os autores! Nada de transcrever trechos de suas obras! Jamais!

Na sua encíclica Spe Salvi (Salvos pela Esperança), de 30 de novembro de 2007, o papa Bento XVI vitupera contra “o erro fundamental de Marx”, que não soube dizer como construir uma sociedade justa, sem Deus. Segundo o chefe da Igreja Católica, Marx “supunha simplesmente que, com a expropriação da classe dominante, a queda do poder político e a socialização dos meios de produção, ter-se-ia realizado a Nova Jerusalém. Com efeito, então ficariam anuladas todas as contradições; o homem e o mundo haveriam finalmente de ver claro em si próprios.

Então tudo poderia proceder espontaneamente pelo reto caminho, porque tudo pertenceria a todos e todos haviam de querer o melhor um para o outro. Assim, depois de cumprida a revolução, Lenin deu-se conta de que, nos escritos do mestre, não se achava qualquer indicação sobre o modo como proceder. É verdade que ele tinha falado da fase intermédia da ditadura do proletariado como de uma necessidade que, porém, num segundo momento ela mesma se demonstraria caduca. Esta ‘fase intermédia’ conhecemo-la muito bem e sabemos também como depois evoluiu, não dando à luz o mundo sadio, mas deixando atrás de si uma destruição desoladora. Marx não falhou só ao deixar de idealizar os ordenamentos necessários para o mundo novo; com efeito, já não deveria haver mais necessidade deles. O fato de não dizer nada sobre isso é lógica consequência da sua perspectiva. O seu erro situa-se numa profundidade maior. Ele esqueceu que o homem permanece sempre homem. Esqueceu o homem e a sua liberdade. Esqueceu que a liberdade permanece sempre liberdade, inclusive para o mal. Pensava que, uma vez colocada em ordem a economia, tudo se arranjaria. O seu verdadeiro erro é o materialismo: de fato, o homem não é só o produto de condições econômicas nem se pode curá-lo apenas do exterior criando condições econômicas favoráveis”.

Deixando de lado os disparates da interpretação papista do marxismo – Marx nunca disse que o homem é só produto de condições econômicas e nem pretendia uma Nova Jerusalém (deus nos livre!) no mundo e Lenin sempre recorreu aos textos e à metodologia marxista para desvendar os caminhos para a construção do socialismo –, o que chama a atenção é a necessidade de, mais de 150 anos depois, o papa continuar a conjurar o comunismo, como registraram Marx e Engels do Manifesto do Partido Comunista, em 1847.

Em 23 de maio de 2008, quando ainda disputava o comando do imperialismo estadunidense, o candidato do Partido Democrata, Barack Obama, discursou na Fundação Nacional Cubano-Americana, criada pelo ex-presidente, Ronald Reagan, do Partido Republicano, e se comprometeu: "Juntos vamos buscar a liberdade para Cuba; essa é minha palavra; esse é meu compromisso… É hora de que o dinheiro estadunidense faça com que o povo cubano seja menos dependente do regime de Castro. Vou manter o embargo."

À época, o líder da revolução cubana, Fidel Castro, escreveu: “Alguém teria que dar uma resposta serena e sossegada, que deve navegar hoje contra a poderosa maré de ilusões que na opinião pública internacional despertou Obama” (os negritos são dele, Fidel). Obama venceu e vem pondo fim à administração terrorista e de trevas de seu antecessor, George W. Bush, à frente dos EUA. Mas no seu discurso de posse, em 20 de janeiro de 2009, num trecho pouco citado pelos analistas que insistem em não ver o caráter de classe de seus posicionamentos, lembrou que “gerações que nos antecederam enfrentaram o fascismo e o comunismo, não apenas com mísseis e tanques, mas com alianças robustas e convicções duradouras. Eles compreendiam que o poder sozinho não pode nos proteger e nem nos dá o direito de fazer o que quisermos. Em vez disso, eles sabiam que nosso poder cresce por meio de sua utilização prudente; nossa segurança emana da justiça de nossa causa, da força do nosso exemplo, das qualidades temperantes da humildade e do autocontrole. Somos os guardiões desse legado”.

Vale-se do surrado, mas não desacreditado, recurso de comparar o fascismo com o comunismo (quando os comunistas foram os primeiros e dos mais acirrados combatentes pela liberdade, contra os fascistas). E ainda nos impinge que os imperialistas norte-americanos, que tantos crimes cometeram e cometem no continente americano e em todos os cantos do mundo, movem-se animados pela “justiça de nossa causa” e que ainda são exemplares, humildes e autocontrolados. Quanta desfaçatez!

No Brasil, o general Paulo César de Castro, até então o principal responsável pelo ensino no Exército e membro do Alto Comando do Exército, disse no início do mês, irado, na sua despedida da tropa para vergar o pijama, que os "arautos da sarna marxista", a quem considera inimigo "astuto e insidioso", continuam em ação. Não deixa de ter razão ao considerar os marxistas seus inimigos, saudoso que é da ditadura militar que enlutou e entristeceu o país de 1964 a 1985; não há que negar também que os comunistas tiveram que ser astutos, caso contrário teriam sucumbido ao terrorismo dos militares no poder. Mas, insidiosos?

Insidiosos são enganadores, traiçoeiros, pérfidos. E o Manifesto do Partido Comunista – se é que este general que andou deformando corações e mentes de novas gerações de militares já o leu ou permitiu que seus pupilos o lessem – encerra com esta declaração de propósitos nada insidiosa:

“Os comunistas consideram indigno dissimular as sua idéias e propósitos. Proclamam abertamente que os seus objetivos só podem ser alcançados derrubando pela violência toda a ordem social existente. Que as classes dominantes tremam ante a idéia de uma Revolução Comunista! Os proletários não têm nada a perder com ela, além das suas cadeias. Têm, em troca, um mundo a ganhar.

Proletários de todos os países, uni-vos!”

Penso, logo insisto
Encerro com uma homenagem a Mario Benedetti (1950 - 2009), imortal poeta e lutador uruguaio. Melhor, encerro com um poema de Mario Benedetti que homenageia a nós, mortais e lutadores.

"Oda a la mordaza

... pienso
luego insisto

a tu custodia queda  mis labios apretados
quedan mis incisivos
colmillos
y molares

queda mi lengua
queda mi discurso
pero no queda en cambio mi garganta

en mi garganta empiezo
por lo pronto
a ser libre
a veces trago la saliva amarga
pero no trago mi rencor sagrado

mordaza bárbara
mordaza ingenua
crees que no voy a hablar
pero si hablo
solamente con ser
y con estar..."
 

Guerrilha colombiana mostra que esta viva!
Guerrilha colombiana reivindica seu movimento armadoPDFImprimirE-Mail
Escrito por Camila Carduz   
domingo, 24 de mayo de 2009
24 de mayo de 2009, 11:56Imagen activaBogotá, 24 mai (Prensa Latina) Ao comemorar 45 anos de fundada, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) reiteram que a paz é sua estratégia e o agir do movimento armado a táctica para chegar a ela.

  Em um comunicado datado em maio desde as Montanhas da Colômbia, as FARC assinalam que a dignidade da Colômbia e o resgate do sentimento de pátria reclamam uma nova liderança que privilegie a unidade e o socialismo ao avançar para o horizonte futuro.

"Um novo grito de independência convoca-nos mostrando-nos o campo de batalha de Ayacucho do século XXI onde flama a certeza do triunfo da revolução continental, a de Bolívar e nossos próceres", agrega.

O grupo insurgente também expressa que é hora de superar a "vergonha nacional que significa um governo ilegítimo e ilegal, gerador de morte e de pobreza. Um governo que apoiado pelo de Washington, só atua para perpetuar a guerra e a discórdia enquanto garante a sangue e fogo a segurança de investimentos às transnacionais que saqueiam nossos recursos".

"Um regime apátrida, que apesar do alto número de tropas norte-americanas que intervêm no conflito interno da Colômbia, permite que nosso solo sagrado seja pisado por mais tropas estrangeiras, as expulsadas de Manta (Equador), permitindo aos Estados Unidos operar nesta terra uma base de agressão para o assalto aos povos irmãos do continente", expressa.

As FARC qualificam no comunicado ao atual governo de narco-paramilitar, que -segundo indicam- já não se altera diante das confissões de capas paramilitares que asseguram ter financiado as campanhas presidenciais de Álvaro Uribe.

Por sua vez, a guerrilha também revela que a guerra que o governo nega para não reconhecer o caráter político da insurgência em sua luta pelo poder, só no mês de março passado deixou 297 militares mortos e 340 feridos. Igualmente, fazem um chamado aos soldados a "não se deixar utilizar mais como bucha de canhão defendendo interesses que não são os seus senão os de uma oligarquia podre e criminosa, não solidária, que muito pouco faz por eles se caem prisioneiros ou ficam mutilados".

A Colômbia de hoje, enuncia o documento, não quer o guerrerismo ultramontano do governo. Quer soluções ao crescente desemprego e a pobreza. Reclama o investimento social sacrificada em aras da guerra.

"Pede - agrega educação, moradia, saúde, água potável, direitos trabalhistas, terra, estradas, eletricidade, telefonia e comunicações, mercado de produtos, renacionalização das empresas que foram privatizadas, castigo à corrupção, soberania do povo, proteção do meio ambiente, democracia verdadeira, liberdade de opinião, libertação de presos políticos".

As FARC recordam que há 45 anos surgiu nas alturas de Marquetalia (Caldas), "buscando paz para Colômbia, justiça e dignidade. Desde então, diz, somos a resposta armada dos que nada têm e os justos às múltiplas violências do Estado".
Guerrilha colombiana mostra que esta viva!
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Escrito por Camila Carduz   
domingo, 24 de mayo de 2009
24 de mayo de 2009, 11:56Imagen activaBogotá, 24 mai (Prensa Latina) Ao comemorar 45 anos de fundada, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) reiteram que a paz é sua estratégia e o agir do movimento armado a táctica para chegar a ela.

  Em um comunicado datado em maio desde as Montanhas da Colômbia, as FARC assinalam que a dignidade da Colômbia e o resgate do sentimento de pátria reclamam uma nova liderança que privilegie a unidade e o socialismo ao avançar para o horizonte futuro.

"Um novo grito de independência convoca-nos mostrando-nos o campo de batalha de Ayacucho do século XXI onde flama a certeza do triunfo da revolução continental, a de Bolívar e nossos próceres", agrega.

O grupo insurgente também expressa que é hora de superar a "vergonha nacional que significa um governo ilegítimo e ilegal, gerador de morte e de pobreza. Um governo que apoiado pelo de Washington, só atua para perpetuar a guerra e a discórdia enquanto garante a sangue e fogo a segurança de investimentos às transnacionais que saqueiam nossos recursos".

"Um regime apátrida, que apesar do alto número de tropas norte-americanas que intervêm no conflito interno da Colômbia, permite que nosso solo sagrado seja pisado por mais tropas estrangeiras, as expulsadas de Manta (Equador), permitindo aos Estados Unidos operar nesta terra uma base de agressão para o assalto aos povos irmãos do continente", expressa.

As FARC qualificam no comunicado ao atual governo de narco-paramilitar, que -segundo indicam- já não se altera diante das confissões de capas paramilitares que asseguram ter financiado as campanhas presidenciais de Álvaro Uribe.

Por sua vez, a guerrilha também revela que a guerra que o governo nega para não reconhecer o caráter político da insurgência em sua luta pelo poder, só no mês de março passado deixou 297 militares mortos e 340 feridos. Igualmente, fazem um chamado aos soldados a "não se deixar utilizar mais como bucha de canhão defendendo interesses que não são os seus senão os de uma oligarquia podre e criminosa, não solidária, que muito pouco faz por eles se caem prisioneiros ou ficam mutilados".

A Colômbia de hoje, enuncia o documento, não quer o guerrerismo ultramontano do governo. Quer soluções ao crescente desemprego e a pobreza. Reclama o investimento social sacrificada em aras da guerra.

"Pede - agrega educação, moradia, saúde, água potável, direitos trabalhistas, terra, estradas, eletricidade, telefonia e comunicações, mercado de produtos, renacionalização das empresas que foram privatizadas, castigo à corrupção, soberania do povo, proteção do meio ambiente, democracia verdadeira, liberdade de opinião, libertação de presos políticos".

As FARC recordam que há 45 anos surgiu nas alturas de Marquetalia (Caldas), "buscando paz para Colômbia, justiça e dignidade. Desde então, diz, somos a resposta armada dos que nada têm e os justos às múltiplas violências do Estado".
Materia da Prensa Latina!

O outro caminho das Índias que a Globo não mostra

 

 

Guerrilha de Partido Comunista Maoísta se expande na Índia

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Escrito por Camila Carduz   

domingo, 24 de mayo de 2009

24 de mayo de 2009, 12:13Nova Delhi, 24 mai (Prensa Latina) A insurgência camponesa do Partido Comunista Maoísta da Índia (CPI-Maoísta) começou a expandir sua base para novas áreas arborizadas do estado de Chhattisgarh, informa hoje o Serviço Indo-Asiático de Notícias (IANS).

  Essa agência de notícias toma a informação do que descreve como "preocupantes relatórios da inteligência policial".

Os grupos rebeldes do proscrito CPI-Maoísta que compõem aproximadamente uns 50 mil quadros apenas nesse estado, incluídas 15 mil mulheres membros, dominam desde finais da década de 1980 os interiores da região de Bastar, uma zona rica em minerais de cerca de 40 mil quilômetros quadrados.

A princípio, a guerrilha maoísta, também chamada naxalita, estava restrita a cinco distritos dessa comarca, Dantewada, Bijapur, Narayanpur, Kanker e Bastar, além dos distritos ocidentais de Rajnandgaon próximo de Gadchiroli, no estado de Maharashtra.

Mas agora, segundo o novo informe de inteligência policial citado por IANS, têm desenvolvido novas bases em Dhamatari e inclusive no importante distrito de Raipur.

A insurgência naxalita estalou em Naxal Bari, estado de Bengala, em 1967 durante a cisma que fracionou ao movimento comunista indiano.

A partir daí, várias facções optaram pela luta guerrilheira para conquistar suas reivindicações, entre estas o então Partido Maoísta da Índia, e outras se integraram como novos partidos de esquerda na vida política do país.

O CPI-Maoísta se reconstituiu em 2004 ao que se uniram outros dois agrupamentos naxalitas, e hoje seus grupos armados operam em 14 dos 24 estados da União, e executam suas ações principalmente contra objetivos militares e policiais.

Em meados de semana, um de seus comandos emboscou um comboio policial em Maharashtra e no intercâmbio morreram os 16 agentes que viajavam no mesmo, entre eles quatro mulheres policiais.

IANS recorda que o premiê indiano, Manmohan Singh, tem descrito a insurgência naxalita como o mais grave perigo para a segurança interna da Índia.

 

REENCONTROS!!!!!

REENCONTRO E CONVERSA DE CONTERRANEOS VELHOS DE GUERRA!!!!

Através do inefável guerreiro Celso Lungaretti, reencontrei um conterrâneo de Penapolis/SP o Antonio Rodrigues do Amaral. e iniciamos um diálogo virtual que passo a reproduzir a partir de hoje. São lembranças e inicio de um contato que pode ainda render muitos frutos. Veja os textos completos no BLOG www.luizap.blogspot.com

REENCONTROS!!!!

REENCONTRO E CONVERSA DE CONTERRANEOS VELHOS DE GUERRA!!!!

Através do inefável guerreiro Celso Lungaretti, reencontrei um conterrâneo de Penapolis/SP o Antonio Rodrigues do Amaral. e iniciamos um diálogo virtual que passo a reproduzir a partir de hoje. São lembranças e inicio de um contato que pode ainda render muitos frutos. Texto completo esta no BLOG: www.luizap.blogspt.com

Reflexões sobre a Guerrilha!

DE CONFRONTOS E EXTREMOS

 

En Passant: Pablo Emmanuel

  

Há uma passagem no “Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano”, escrito por Marighella, que certamente tenha tido sua base nas observações de Che, em seu livro “A Guerra de Guerrilhas”, que, aliás, é interessante do ponto de vista estratégico, segundo as experiências de Guevara na revolução cubana.

Discorre sobre como provocar uma ditadura até que ela monte um extenso aparato de repressão sobre a sociedade, a fim de que esta se volte contra o governo por se sentir alijada de garantias fundamentais. Assim, como afirma Che, a ditadura se desmascara, mostra-se como ela é. O que vem a gerar um descontentamento popular que poderia auxiliar as operações da guerrilha. 

O general Médici, que, conforme muge o cabo Anselmo, era um “bonachão”, teve a perspicácia de manter a violência e, ao mesmo tempo, acelerar o desenvolvimento dependente e antinacionalista da economia, baseado na oferta de bens de consumo duráveis. Com a copa de 70, estava tudo perfeito. A anestesia para o povo foi daquela de deixá-lo praticamente em coma.

Durante a guerrilha urbana, ninguém da favela se levantou, preferindo a malandragem do samba na esquina, onde até uma caixinha de fósforos servia de percussão. O proletário estava com sono. 

A classe média queria dirigir um Maverick e ver TV a cores.

E pronto. 

Com a mídia amarrada, o governo lançou uma campanha terrível e eficiente de aniquilação moral da esquerda armada. Enquanto isto, braços paramilitares do Poder Executivo cometiam crimes tão brutais quanto as SS nazistas.

Não vivi aquele tempo, embora tenha nascido durante os eventos mais dramáticos, mas me arrisco a um palpite. 

Talvez se, a partir de 1970, toda a guerrilha urbana se desmobilizasse das cidades para se infiltrar nas selvas do país, poderia formar um corpo muito maior e mais coeso do que o composto dentro das cidades, onde a luta era mais difícil e compartimentada.

Por outro lado, a guerrilha não dispunha de armamento de longo alcance. Para combate em selva, o fuzil é imprescindível. Um bom fuzil. Onde estava a Mãe Rússia que não mandou para os guerrilheiros do Brasil seus maravilhosos Kalashnikovs? Que conspiração comunista era essa afinal, em que os supostos principais interessados na posse do Brasil, que seriam os soviéticos, segundo a acusação de muitos na época, não se moviam um centímetro? 

Dentro da cidade, eu concordo com o que disse Marighella sobre o uso de pistolas, revólveres e pequenas metralhadoras, enfim, armas curtas para ações rápidas.

Seria preciso assaltar pelo menos uns 20 quartéis no país para levar a fuzilaria toda, granadas, morteiros etc. Isso estava fora de cogitação, ainda mais depois que Lamarca deu um chão no arsenal de um regimento em Osasco. A vigilância se tornou implacável. 

O pessoal da rede urbana talvez não tivesse condições para empreender longas marchas dentro das selvas, movimentar-se com rapidez. Talvez não tivéssemos a astúcia dos vietnamitas, por exemplo, que colocavam a resistência total como o princípio básico da sobrevivência dentro das matas, numa desenvoltura impressionante que tornou lendária a tática de guerras daquele povo.

Sei lá. Provavelmente, as Forças Armadas utilizariam bombas de fragmentação e NAPALM à larga se todas as guerrilhas fossem concentradas na Amazônia, sobretudo se Lamarca estivesse por lá, treinando militantes e camponeses que quisessem engajamento. 

Segundo a tática maoísta, as cidades deveriam ser esmagadas por um cinturão formado pela guerrilha popular, sufocando, estrangulando, atacando os meios de comunicação. No Brasil não tinha gente o bastante para isto. Como arrebanhar da noite para o dia um jeca-tatu que está lá nos rincões fumando a palhinha dele, com as unhas pretas de terra e as mãos grossas como lixas?

A teimosia e a lamentável mania que a esquerda tinha de acusar outros grupos disto ou daquilo, fazendo juízos entre certos e errados, de modo dogmático, atomizavam seu aparato ideológico e militar. Havia vários raciocínios para um só objetivo, que nunca é alcançado quando um raciocínio se ocupa da destruição de um outro. 

Imagino outra hipótese: a da participação armada dos trotskistas, se estivessem a fim mesmo. Na verdade, eles se abstiveram. Como seria a relação entre a linha de frente treinada em Cuba e o pessoal de Trotsky?

Eu quase tenho certeza de que, no final, os trotskistas seriam acusados pela derrota da esquerda e terminariam mortos como fizeram os comunistas contra os anarquistas na guerra contra Franco. Um banho de sangue entre as Brigadas Internacionais em uma das mais belas páginas da história da humanidade. Que desgraça! 

Ramon Mercader, bandido stalinista que rachou a cabeça do velho judeu no México, por ordem do crapuloso Big Brother, terminou seus dias na ilha, sob a égide de Fidel. Provavelmente, trotskista não seria gente bem-vinda para o combate, de tal forma que esta facção se limitou a lutar através de jornais clandestinos, até criticando quem estava no combate aberto.

Alguns acusavam a ALN, por exemplo, de cair num tipo de terrorismo vulgar, de desvinculação das massas trabalhadoras, de lutar sem elas etc. 

[Por falar na ALN, recordo-me da entrevista do infame cabo Anselmo que defende a tese segundo a qual o grupo de Marighella nada mais era do que o braço armado do PCB; que o Partidão não tinha ficado “neutro” na luta e que o rompimento de Marighella com o partido através daquela famosa carta era tudo farsa para que o PCB ficasse intacto e a ALN pudesse descer a madeira...]

Não há como intuir sobre o passado. 

Ninguém sabe que rumo tomaria a luta armada se ela fosse essencialmente rural, sem braços nas cidades, onde ninguém quis se levantar para aderir.

De minha parte, eu não sei como procederia se vivo fosse naquelas condições. Acredito que não teria a energia [nervosa] necessária para enfrentar aquele aparato todo. Tenho respeito por aqueles que tiveram essa energia e morreram. 

Reflito sobre a possibilidade de revolução, que acho ser remota aqui no Brasil, quase impossível, mesmo via eleições. Não sei até que ponto um companheiro meu não estaria disposto a me matar somente porque discordei de alguns questionamentos que foram lançados. Não sei até que ponto estaria seguro ao lado de alguém que só seria meu amigo enquanto pensasse politicamente como eu.

Eu sou comunista, não cultivo valores absolutos do stalinismo nem do trotskismo, e entendo ser melhor morrer ao lado de homens que são justos do que tomar um chão pela injustiça de um camarada de armas.  

É uma honra aceitar esse tipo de morte. Porque, a rigor, a luta só é justa enquanto der combate às injustiças.

Os danos psicológicos do passado permanecem até hoje, para nossa desgraça.

 

 

Vida, trajetória & Revolução

Minha gente amiga!!!

 

Neste último sábado dia 18 de abril, filmamos na casa do Chico Martins, em Santa Cruz, aprazível balneário perto de Aracruz no Espírito Santo, a primeira parte de um filme documentário sobre minha trajetória de vida e militância política, desde 1962 até agora, passando pelos anos de chumbo da ditadura militar. Este documentário que esta sendo dirigido pelo cineasta/artista plástico Tião Fonseca, com a colaboração do publicitário Osmario Cavalcante, faz parte de um  projeto que inclui ainda um livro(já sendo escrito) pelo historiador brasiliense Pablo Emanuel Moura.

 

O projeto nasceu de uma idéia de um “Centro de Memória Revolucionário”, da Nanda Tardin, do Celso Lungaretti e outros camaradas das “antigas”, do PCdoB, pessoal que sobreviveu à ALN (Aliança Libertadora Nacional) que era dirigida por Carlos Marighela e Joaquim Câmara Ferreira e amigos do peito. Esperamos que até novembro próximo, consigamos terminar o vídeo-documentario e o livro esteja no prelo.

 

 Até lá temos ainda um longo percurso, como batalhar patrocínio e ajuda para editar e finalizarmos o vídeo, encontrar uma editora arrojada pra editar o livro e preparar depois o lançamento das duas peças, que espero contribuam para enriquecer a história recente do Brasil e lançar luzes polemicas sobre os caminhos e perspectivas da revolução brasileira.

 

História de vida

 

No meu depoimento no vídeo-documentario e no livro, narro minha trajetória desde quando ainda em Penápolis, no interior paulista. entre os 13/14 anos, por volta de 1962,

tive contato com as idéias socialistas e revolucionarias. Comecei a militar numa base incipiente dirigida pelo velho PCB, chamada Organização Operária, Estudantil Camponesa, naquela pequena cidade do interior paulista onde fui criado. Depois do golpe militar e decepcionados com PCB, ajudamos a organizar a Dissidência Comunista de São Paulo,  que acabou fornecendo os quadros que fundaram a ALN e outras organizações revolucionarias que optaram pela luta armada e guerrilha urbana para enfrentar a ditadura.

 

Militei na ALN até  compreender que aquela forma de luta estava equivocada e esgotada e caminhávamos celeremente para o aniquilamento e extinção, como acabou ocorrendo. Falo dos meus dois encontros com Toledo, o lendário dirigente Joaquim Câmara Ferreira, o segundo depois de Marighela no comando da ALN. Um dos encontros foi logo depois de entrar na organização e o segundo quando pedi meu desligamento, explicitando o porque dele.

 

Fui depois para a APML, que nesta época, por volta de 1972, já discutia e formulava a adesão ao PCdoB, considerado pela maioria como o único partido com condições de dirigir a luta revolucionaria conseqüente no Brasil. Falo também dos períodos de clandestinidade forçada e das inúmeras (4) prisões que sofri, das barbáries das torturas sendo a pior delas em setembro de 1973. Depois, por volta de 1976 saio da prisão já integrado à Estrutura 1 do PCdoB, engajado na luta política da época pela anistia, constituinte e democracia plena.

 

No Espírito Santo

 

Em janeiro de 1979 a Estrutura 1 do PCdoB me manda para o Espírito Santo, com a missão de reorganizar o partido que tinha sido praticamente dizimado e desestruturado pela ação da repressão da Ditadura. Aqui encontro Gildo Ribeiro, Dines Brozeghini , Paulo Mossoró, Nilo Walter e uns poucos outros  espalhados pelo Estado. Iniciamos então a batalha para reorganizar e ampliar o numero de quadros e militantes do partido e integrarmos a vida política do Estado, sob o manto dissimulado do MDB, hoje PMDB.

 

Em 1985 volto para São Paulo para integrar a Comissão de Propaganda do Comitê Central e militar no Comitê regional de São Paulo. Depois vou para Brasília militar no partido e trabalhar, mas mantendo sempre um vinculo muito forte com o Espírito Santo e os camaradas e amigos que lá deixei.

 

O vídeo narra esta época e o livro vai mais fundo, detalhando estas fases e períodos, chegando até os dias atuais, quando vitima de uma doença que praticamente me paralisou o corpo todo,  passo por um ano praticamente de tratamento e operação para estancar o processo de paralisia do meu organismo e volto ao Espírito Santo para estar com minha família, minha esposa Polyana, minha filha Elza Maria e meu filho Paulo Roberto e concluir o tratamento fisioterápico e me preparar para novas lutas e embates que a vida,  a revolução e o socialismo exige ainda de nós.

 

Vale a pena ler e refletir!!!

Continuo convalescendo, aqui em Fundão dos Indios, no interior do Espírito Santo da terrivel doença que me atingiu a medula. Superei a pior parte, mas a recuperação é lentísima e os movimentos de minhas mãos continuam semiparaliza.dos Por isto, e também porque vale a pena, tenho reproduzido aqui artigos e trechos de materias escritas por amigos e companheiros. As que estão ai embaixo valem a pena ser lidos. MESMO!!!

O DIA A DIA DE QUEM RESISTIA A DITADURA!

 

 

Reproduzo aqui trecho de um magnífico artigo de meu amigo e companheiro de lutas contra a Ditadura fascista que assolou o Brasil durante 22 anos,Celso Lungaretti, onde ele responde as acusações e baboseiras que a direita e os mal informados, dizem sobre os militantes da esquerda, armada ou não, nos tempos da Ditadura. Eu mesmo vivi durante vários períodos esta situação que ele descreve aqui. Luiz Aparecido

 

“OS "BENEFÍCIOS" DOS ASSALTOS - Além de agradecer ao jornal por dar aos brasileiros “a noção exata de quem podem colocar para dirigir um país”, ele repetiu a cantinela habitual dos sites fascistas: “Quem se beneficiou do produto dos assaltos, sequestros, guerrilhas e assassinatos cometidos em nome da ideologia? Apenas eles, os ilegais, que hoje estão no poder...”.

Fiquemos por aqui, pois não quero provocar náuseas nos meus leitores.

Eu militei na VPR entre abril/1969 e abril/1970, quando fui preso pelo DOI-Codi/RJ, sofri torturas que me deixaram à beira de um enfarte aos 19 anos de idade e me causaram uma lesão permanente.

Nesse ano em que me beneficiei do produto dos assaltos praticados pelas organizações de resistência à tirania implantada pelos usurpadores do poder, como foi minha vida de nababo?

Na verdade, recebia o estritamente necessário para subsistir e manter a minha fachada de vendedor autônomo.

No início, fui obrigado a me abrigar em locais precaríssimos, como o porão de um cortiço na rua Tupi, próximo da atual estação do metrô Marechal Deodoro, na capital paulistana. Era só o que eu conseguia pagar com o produto dos assaltos.

Cada quarto era um cubículo mal ventilado. Enxames de pernilongos me atacavam durante o sono. Afastava-os com espirais que mantinha acesos durante a noite inteira... e me faziam sufocar.

O que mudou quando minha organização fez o maior assalto da esquerda brasileira em todos os tempos, apossando-se dos dólares da corrupção política guardados no cofre da ex-amante do governador Adhemar de Barros? Quase nada.

Era dinheiro para a revolução, não para gastos pessoais. Apesar de integrar o comando estadual de São Paulo e depois exercer papel semelhante no Rio de Janeiro, continuei levando existência das mais austeras.

Meu último abrigo foi o quarto alugado no amplo apartamento de uma velha senhora do Rio Comprido. Fazia tanto calor que eu era obrigado a dormir despido sobre o chão de ladrilhos, que amanhecia ensopado de suor.

Quando tinha de abandonar às pressas um desses abrigos, todos os meus bens cabiam numa mala de médio porte. Vinham-me à lembrança os versos de Brecht, “íamos pela luta de classes, desesperados/ trocando mais de países que de sapatos”.

Havia, sim, um dinheiro extra, que equivaleria a uns R$ 10 mil atuais. Mas, tratava-se do fundo a que recorreríamos caso ficássemos descontatados e tivéssemos de sobreviver ou deixar o país por nossos próprios meios, sem ajuda dos companheiros que já estariam presos ou mortos.

Nenhum de nós gastava essa grana, era ponto de honra. Os fundos de reserva acabaram chegando, intactos, às garras dos rapinantes que nos prendiam e matavam. Nunca prestaram conta disso, nem dos carros, das armas e até das peças de vestuário que nos tomaram.

E, mesmo que tivéssemos dinheiro para esbanjar, como o gastaríamos? Éramos procurados no país inteiro, com nossos nomes e fotos expostos em cartazes falaciosos.

Eu, que nunca fizera mal a uma mosca, aparecia nesses cartazes como “terrorista assassino, foragido depois de roubar e assassinar vários pais de família”. O Estado usava o dinheiro do contribuinte para me fazer acusações mentirosas e difamatórias!

Para manter as aparências, éramos obrigados a sair cedo e voltar no fim do dia. Os contatos com companheiros eram restritos ao tempo estritamente necessário para discutirmos os encaminhamentos em pauta; dificilmente chegavam a uma hora.

Sobravam longos intervalos, com nada para fazermos e a obrigação de ficarmos longe de situações perigosas. Tínhamos de procurar locais discretos, tentando passar despercebidos... por horas a fio. Sujeitos a, em qualquer momento, sermos surpreendidos por uma batida policial.

Vida amorosa? Dificílima. Cada momento que passássemos com uma companheira era um momento em que a estávamos colocando em perigo. Ninguém corria o risco de ir transar em hotéis, sempre visados (e nossa documentação era das mais precárias, passei uns oito meses tendo apenas um título eleitoral falsificado). E as facilidades atuais, como motéis, quase inexistiam.

Aos 18/19 anos, senti imensa atração por duas aliadas, uma em São Paulo e outra, meses mais tarde, no Rio de Janeiro. Com ambas, o sentimento era recíproco. E nos dois casos mal passamos dos beijos apaixonados com que nos cumprimentávamos e despedíamos. Qualquer coisa além disso seria perigosa demais.

Enfim, esta é a vida que levávamos, acordando a cada manhã sem sabermos se estaríamos vivos à noite, passando por freqüentes sustos e perigos, recebendo amiúde a notícia da perda de companheiros queridos (eu até relutava em abrir os jornais, tantas eram as vezes que só me traziam tristeza).

Sobreviver alguns meses já era digno de admiração. Ao completar um ano nessa vida, eu já me considerava (e era considerado pelos companheiros) um veterano. Caí logo em seguida.

Dos tolos que saem repetindo essas ignomínias marteladas dia e noite pela propaganda enganosa da direita, nem um milésimo seria capaz de encarar a barra que encaramos, não pelas motivações ridículas que nos atribuem, mas por não agüentarmos viver, e ver nosso povo vivendo, debaixo das botas dos tiranos!”

 

* Jornalista, escritor e ex-preso político, mantém os blogs

http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/

http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/

 

 

 

Verdade seja dita!!!

Não poderia deixar de publicar comentario enviado por meu amigo e blogueiro baiano, Celso Mathias, que edita a revista eletronica VIDABRASIL!

VEJA, MST, DASLU e luta de classes  Por: Galindoluma (*)
“Assim como ser pobre não é qualidade, ser rico não é um crime, ao contrário do que esperneiam os demagogos de credo esquerdista” (Veja, 1º de Abril)
Não é novidade pra ninguém que a Veja é porta-voz da direita brasileira - a direita mais empedernida. O deputado federal Aldo Rebelo do PC do B em São Paulo chegou a dizer que a publicação é a única revista americana escrita em português. Uma das últimas capas estampou o presidente americano como o “camarada Barack Obama”, uma cópia mal feita das matrizes nos Estados Unidos que também exploraram esse gancho.
 A receita deles é velha conhecida e aplicada semanalmente: esculhambar com Chaves, achincalhar a “ditadura” cubana, desmoralizar qualquer manifestação do povo organizado em luta; atacar o governo Lula e enaltecer o deus mercado, o capitalismo, o liberalismo, e tudo que represente os interesses da elite avarenta e corrupta que domina o mundo.
Na edição dessa semana, a Veja traz na capa o caso da prisão de Eliana Tranchesi, dona da Daslu, loja de luxo onde milionários/perdulários torram grana sem limites em produtos importados fraudulentamente. Para se ter uma idéia, uma bolsa adquirida no exterior por R$4 mil era contabilizada pelo  insignificante valor de  12 reais, o que gerou uma sonegação de R$600 milhões, podendo chegar a R$1 bilhão.
 A proprietária foi condenada a 94 anos por uma série de crimes e provocou reações diversas, entre as quais a do jurista Luís Flávio Gomes, ouvido por veja:: Não é porque a justiça é injusta para alguns que deve ser assim para todos”. Tanto a frase que abre esse texto como  a desse jurista, são manifestações de solidariedade da nata da burguesia desse país a  um de seus pares. A Veja acha  que ser rico não é crime, mas é bom saber que não existe riqueza acumulada que não tenha origem na exploração de trabalhadores, uma espécie de crime não previsto no código penal. Quem é verdadeiramente demagogo nessa história? São eles próprios, que consideram crime o fato de pobres se organizarem e lutarem por uma vida melhor.
E sobre a perplexidade do jurista diante da “elástica” pena de Eliana, deve-se ao fato de nos acostumarmos nesse país a à prisão e condenação de pessoas  pobres e negras. Fôssemos mais rigorosos, um cidadão que subtrai do erário R$ 600 milhões mereceria o que mesmo? Na China, bandidos assim são fuzilados e a família ainda arca com o custo da bala.   Quantas casas populares poderiam ter sido construídas com esses recursos surrupiados?  Quantos sem-terra poderiam ser assentados?
Agora nos lembremos de uma outra matéria, estampada em capa, onde os trabalhadores rurais sem-terra são rotulados de delinqüentes, bandidos, fora-da-lei e outros termos depreciativos.  Alguns ingênuos e/ou mal intencionados rejeitam a tese marxista da existência da luta de classes na sociedade. Para estes, eis aí como funciona essa batalha encarniçada! A família Civita fica consternada com a prisão de um de seus e ataca ferozmente os pobres coitados que estão na miséria, vivendo em condições desumanas e que tentam conquistar um pequeno pedaço de terra para plantar e sobreviver.  Luta de classes é assim. Cada qual no seu campo de batalha. Eu estou do lado do MST. E você?
 (*) Galindoluma escreve quando bebe e bebe quando escreve
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 

È preciso estar atento e forte!!!

Reproduzo abaixo artogo do amigo e revolucionario Celso Lungaretti sobre as ações da direita no Brasil. È preciso estar atento, forte e articulado entre as forças de esquerda e os democratas para evitar o avanço das forças retrógradas e das viuvas da Ditadura.

Brasileiros,

há um projeto ambicioso por trás dos seguidos confrontos que Gilmar Mendes vem provocando com a esquerda, ao atacar o Governo Lula, o MST, os movimentos populares, os militantes da resistência à ditadura de 1964/85, os revolucionários de outros países que buscam refúgio no Brasil, etc.

A própria sofreguidão com que ele cria um novo fato político a cada dois ou três dias denuncia pressa. Se ele mirasse 2014, não iria com tanta sede ao pote. Tudo indica que jogará sua cartada em 2010, pela via eleitoral; ou a qualquer momento, pela via golpista.

Enganam-se os que pensam que ele oscila na órbita da aliança PSDB/DEM. Isto foi no passado. Agora ele é CONCORRENTE da centro-direita. Está mais para o "Cansei" e para os golpistas abrigados nos sites da extrema-direita (dos quais, aliás, já copia a retórica).

Desde que liquidamos a ditadura, só tínhamos esquerda, centro-esquerda, centro e centro-direita como forças consideráveis em nosso espectro político. A rearticulação da direita propriamente dita é muito preocupante, até porque ocorre num momento de grande instabilidade econômica e política (a atual recessão ainda deverá agravar-se, antes de começar a ceder).

Considero fundamental determos Gilmar Mendes. E o primeiro passo será impor-lhe uma fragorosa derrota na sua própria praia, o STF.

Até agora, a esquerda não conferiu ao Caso Battisti a importância que ele tem: trata-se do mais nítido e radicalizado confronto direita x esquerda desde a redemocratização, com alcance internacional.

Se Gilmar Mendes vencer, seu prestígio alcançará os píncaros. Firmará sua liderança sobre a direita e vai passar a ter poder de fogo para causar-nos danos ainda maiores.Temos de esmagar o ovo da serpente enquanto é tempo!

Então, urge que os companheiros do MST, da CUT, dos partidos de esquerda e dos movimentos populares assumam seu lugar na trincheira. Do outro lado estão as forças mais retrógradas e reacionárias da Itália e do Brasil.

E, bem pesadas as coisas, nossa alternativa é vencer ou vencer.Qualquer outro resultado será catastrófico para a esquerda e para os progressistas em geral.

Vamos à luta, companheiros!

CELSO LUNGARETTI

 
 

CASO BATTISTI
 
CASUÍSMOS DE GILMAR MENDES
NÃO TÊM LIMITES
 
 
Celso Lungaretti (*)

 

 
Sabatinado durante duas horas por quatro jornalistas da Folha de S. Paulo, o presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes admitiu a intenção de incidir em mais um casuísmo para que o STF usurpe do Executivo a prerrogativa de decidir sobre a concessão ou não de refúgio humanitário: antecipando seu roteiro para o desfecho do caso do perseguido político italiano Cesare Battisti, Mendes afirmou que, "se for confirmada a extradição, ela será compulsória e o governo deverá extraditá-lo".
 
Com isto, ele responde ao boato de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não admitiria arcar pessoalmente com o ônus dessa decisão indigna, talvez temendo ser comparado a Getúlio Vargas, que entregou Olga Benário para a morte nos cárceres nazistas. Ou para evitar que o acusem de ter cedido às arrogantes pressões italianas e à campanha de desinformação orquestrada pela mídia reacionária brasileira.
 
Então, Mendes se propõe a resolver o problema simplesmente suprimindo, com uma penada do STF, vários direitos dos pleiteantes de refúgio humanitário: o de apelarem uma segunda vez ao Comitê Nacional para Refugiados Políticos (Conare), apresentando novos argumentos; o de recorrerem uma segunda vez ao ministro de Justiça; e o de ficarem na dependência de uma decisão pessoal do presidente da República, a quem cabe autorizar o governo estrangeiro a retirar o extraditando do País.
 
Assim, nesse prato feito que Gilmar Mendes pretende enfiar pela goela dos brasileiros adentro, há dois ingredientes altamente indigestos, que implicam uma guinada de 180º nas regras do jogo até hoje seguidas e sacramentadas por decisões anteriores do próprio STF:
  • a revogação, na prática, do artigo 33 da Lei nº 9.474, de 22/07/1997  (a chamada Lei do Refúgio), segundo o qual "o reconhecimento da condição de refugiado obstará o seguimento de qualquer pedido de extradição baseado nos fatos que fundamentaram a concessão de refúgio";
  • a transformação do julgamento do STF em instância final, em detrimento do Executivo, ao qual sempre coube tal prerrogativa.
Evidentemente, uma violência tão gritante contra o espírito de Justiça e a própria letra da Lei não será perpetrada sem resistência: se o STF embarcar nessa aventura, tudo leva a crer que o caso só se decidirá após longa e complicada batalha jurídica.
 
Mas, impressiona a facilidade com que um presidente do STF admite a volta das execradas práticas da ditadura militar, quando um inesgotável estoque de casuísmos era acionado para adequar as leis do País às exigências do poder. O que há de mais casuístico do que alterar-se todo o enfoque do refúgio humanitário apenas dar a um caso já em andamento um desfecho diferente do que teria à luz das leis e das tradições jurídicas brasileiras?
 
Engana-se Lula, entretanto, se pensa apaziguar Mendes com mais esta humilhante rendição: ao longo da sabatina, saltou os olhos que sua motivação última  é trocar a toga pela faixa presidencial, ocupando um espaço à direita da própria coligação PSDB/DEM.
 
Talvez até, como Paulo Francis gostava de dizer, à direita de Gengis Khan...
 

* Jornalista, escritor e ex-preso político, mantém os blogs

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Juventude (quase)perdida

Juventude (quase) perdida

 

Este é um desabafo de um professor brasileiro que dá aulas para o ensino médio na periferia de Brasilia. O depoimento me emocionou tanto que transcrevi nos meus blogs. Mas a Juventude ainda tem salvação pelo conhecimento e eplo esforço nosso de mudar estasociedade e evitar que a barbarie aconteça. O professor é o Pablo Emanuel, também um revolucionario.



O TRISTE OFÍCIO
CHEIO DE OSSOS DO PROFESSOR



Texto - Pablo Emmanuel


Na semana passada, ministrei uma aula que abordava a base da teoria de Charles Darwin para alunos do primeiro ano do Ensino Médio, cuja faixa etária se situa entre 14 e 15 anos. Não há melhor termômetro para se conhecer o povo do que medi-lo a partir de dentro da sala de aula, ali, na escola.

Estabeleci claramente a diferença entre o evolucionismo e o criacionismo. Expliquei muitas passagens dos livros judaicos. Tudo estava muito bem, até o instante em que inventei de dizer às criançolas que eu tinha um ponto de vista diferente do criacionismo, embora não admitindo cabalmente que Darwin está correto em seus estudos.

Quando expliquei que mantinha uma posição agnóstica, a quase totalidade da turma levantou-se contra mim, uns revoltados, outros com aqueles achincalhes pertinentes à triste fase da adolescência em que acreditamos possuir a razão e achamos erros em todo mundo, menos em nós mesmos.

Comecei, então, a conhecer as trevas profundas em que eles estavam mergulhados, muito por conta de uma 'educação' religiosa deformada, oriunda ou da família ou de um sacerdote vagabundo que conduz ovelhas para a lâmina do abatedouro. Também comparei a juventude da minha geração com a geração deles. E não é que estamos mudando mesmo? Para pior.

A imbecilidade, a intolerância e a aceitação de verdades prontas e absolutizadas são infinitas progressões geométricas. Não tem jeito, mesmo. A bestialidade é eterna.

A sala de aula, dividida entre católicos e evangélicos, passou a me atacar num linchamento moral de fazer com que qualquer professor sinta vontade de mandar um sopapo no focinho daqueles "santos de família".

Eles são muitos e a sua idiotia hereditária é uma avalanche. O professor é só um para se defender dos ataques daqueles que, coitados, são inimputáveis e não sabem o que dizem nem o que fazem. E que estão sempre certos, pois errados são os outros.

O cristão fundamentalista nasce a partir do fundamentalismo da família, que deforma seu espírito e faz dele um débil mental incapaz de lançar uma dúvida sobre o que acredita ser normal e ser 'verdade'. É aí que reside a nascente do banditismo.

Em momento algum eu havia dito que abandonassem sua fé auto-sugestiva e aceitassem Darwin como um novo deus, correto e perfeito. Deixei bem claro que nem eu mesmo levo a sério o cientista e que não tenho tempo para pensar se o homem evoluiu disso ou daquilo. Mas, vendo o que vejo e o que vi na sala de aula, tenho a certeza de que ele evoluiu do verme, diferenciando-se deste apenas por ter desenvolvido a postura sobre dois pés, e só.

Mas, desgraça pouca é bobagem.

O linchamento piorou quando eu disse que Deus existia mas que não se importava conosco. Outra vez não entenderam a minha posição, o que eu queria dizer. O vagalhão da intolerância acabou com a aula. Tive de parar para explicar a diferença entre agnosticismo e ateísmo, entre risos de zombaria e síncopes absurdas de revoltas infundadas, de rebeldias sem causa. Poucos prestaram atenção.

Uma garota, que decerto deve usar o Tampax no ânus, enraiveceu-se de mim quando eu disse que carne de porco tem seu consumo proibido na Bíblia. Citei que em países como o Vietnã, existem pessoas que se alimentam de carne de cachorro, que é altamente condenável pelas sagradas escrituras, de vez que Moisés listou os alimentos permitidos e os proibidos, conforme Javé lhe prescrevera.

"Ué, profeçô, ondi é qui tá na Bíbria qui a genti não podi comê carni di porco nem di cachorro?!" - indagou a sapientíssima e inimputável adolescente, com um semblante de quem parecia querer me matar, insuflada pela razão que imaginava ter para derrubar o meu 'ignaro' ministério.

Vou dizer a vocês, meus amigos, sinceramente: eu quase tive um derrame. É muita estupidez e falta de imaginação. É por isso que vou fazer greve por aumento no meu salário. EU MEREÇO.

Eu sou partidário do ensino mecanicista, daquele tipo em que você entra na sala, manda o aluno abrir o livro na página tal, quietinho, manda-o ler e depois responder às questões. E só. É impossível travar um diálogo civilizado e razoável com pessoas que receberam de seus pais e de suas igrejas os piores exemplos de deseducação e grotescagem.

Como pode ser que um pai não tenha tempo de sentar-se ao lado do filho, mesmo à frente da televisão, para lhe ensinar sobre a diversidade de ideias e pensamentos? Também pudera. O pai moderno é mais analfabeto que o filho. Nunca ouviu falar na palavra IDIOSSINCRASIA, mesmo sabendo que há um dicionário mofado na estante, que nunca foi aberto.

O único tempo que o cômodo negligente tem à disposição é para ir ao colégio reclamar do professor e lançar-lhe agressões. O professor é ruim, a escola pública é ruim, mas o filho dele é um ser arcangélico, inimputabilíssimo!

Uma discussão assim pode até frutificar no ensino superior. Mas entre adolescentes, é impossível. São uns estúpidos, uns idiotas, que têm inteligência apenas para aceitar que podem fazer e dizer qualquer coisa, desde a mais vil calúnia até as palavras mais feias, estando blindados contra tudo e todos.

Estes serafins com os pés sujos de lodo e boca fedendo a esgoto, a partir de suas ideias tortas, de tanto que são protegidos, acabam tendo a certeza de sua impunidade social e escolar. É por isso que se transformam em delinquentes.

E eu penso que, no momento em que um indivíduo cristaliza em si esse tipo de liberdade corrupta, que faz com que ele seja livre para cometer o que quiser, a lei e a força devem ser usados com muita severidade contra ele, se caso não se conscientize de suas loucuras.

Não é totalmente verdade o clichê de que a sociedade cria bandidos. É também verdade, mas, a maior fonte produtora de criminosos, facínoras, projetos de terroristas, homúnculos e escória é a FAMÍLIA.

Sempre alerto meus alunos contra o perigo do fanatismo, das coisas que lhes parecem sempre 'normais' e das verdades absolutas, prontas, fabricadas, que a coletividade achou por bem engolir através da História.

Eu os oriento acerca da diversidade da fé, para que não se gabem de ser cristãos achando que podem difamar e agredir outros cidadãos ligados à umbanda, ao candomblé, pois a liberdade de culto da "macumba", como se diz por aí, é consagrada e protegida pela Carta Magna de 1988. É um rito de matriz africana. Os fanáticos devem respeito a esse segmento religioso, sob pena de serem acionados judicialmente.

Não adianta. Para o adolescente, o riso precede o conhecimento. Mas vamos deixá-lo sorrir. Ele vai envelhecer e muitas coisas não mais serão engraçadas. Os pais morrerão e a dificuldade de sobreviver num sistema de competição atroz como o nosso poderá lhe vergar o lombo até deitar seu rosto na poeira. Aí, ele se lembrará do quanto foi um displicente que não aproveitou a escola e a liberdade que a escola lhe dava, quando jovem.

Ele vai olhar para trás e ver, tarde demais, que era livre. Que liberdade não era fazer o que queria: era fazer o que fosse bom, correto. Fazer o que se devia e o que se deve, pois há sempre tempo para ser livre, não sozinho, mas com os outros.

A escola é um centro de ensino sistematizado onde aprendemos a ciência que a humanidade conseguiu produzir até hoje. Educação se recebe em casa, também, e principalmente. Os primeiros limites são dados em casa, bem como o conhecimento acerca de direitos e deveres, e de que direitos só devem ser concedidos mediante deveres cumpridos.

Por mais que falemos contra a educação militar, até mesmo sem que saibamos como ela é de fato, no Colégio Militar de Brasília (CMB), por exemplo, os alunos são disciplinados e têm acatamento pelo professor, que não está ali para ser palhaço, carrasco nem Judas de pano e capim, pendurado num poste para a diversão da ralé. Meu maior sonho profissional é apenas ter paz para trabalhar. Uma audiência em ordem. Um pouco de respeito para eu preservar minhas cordas vocais, meus ouvidos e minha cabeça.

Quando vejo aqueles alunos uniformizados, de boina vermelha, circulando pelos arredores do CMB, não posso mensurar minha inveja pelos professores de lá, por terem uma plateia que os ouça. Isso não é subserviência fascista. Isso é respeito mútuo. E acho belíssimo o porte desses adolescentes, burgueses ou não-burgueses, mas limpos, organizados.

Sim, organizados. É isso mesmo. Essa palavra é tudo.

Não conheço como é a rotina de uma escola assim. Lá, jamais seria permitido que um comunista como eu tivesse espaço para lecionar, ainda mais História. Contudo, a aparência de calma, reverência e respeito já me dá paz de espírito, condição essencial para trabalhar e satisfazer-me com o ofício. Posso conseguir isso nas escolas civis, como também, de uma hora para outra, a indisciplina e o descontrole fáceis.

Muitos anos atrás, eu supunha que a caserna criasse no indivíduo uma índole de tirania e despotismo. Eu estava errado. E errei por ter cometido o pecado que hoje condeno: a absolutização da verdade no marxismo. Isso é o caminho para a estreiteza de pensamento na esquerda.

Lembro de um poema de Augusto dos Anjos. Ele dizia que "o homem que vive entre feras, sente inevitável vontade de também ser fera". Eu não funciono sob pressão nem sob ameaça. Sinto uma vontade humana de reagir. Um sentimento infernal de impotência, de ansiedade, de desconfiança das pessoas. De horror, de tristeza, de fatal desapontamento com a vida.

E mesmo ciente de que há um homem muito bom em mim, assumo que minha vontade de matar, situada mais precisamente no assassinato político, devido à impunidade e à humilhação social de que também padeço, bem como você que me lê, recrudesce a cada dia, nesse ambiente de selvajaria e desacato, na rua, na escola ou qualquer outro lugar.

Mas, o que vou alegar nos tribunais? Que agi sob forte emoção? Que fiz justiça à coletividade que nem sabe que eu existo? Que eu tive "uma inevitável vontade de também ser fera", quando a própria Justiça me esfregará na cara, diante do libelo, que a Lei não distingue o bandido do revolucionário?

(Adendo intermediário: eu conheço algo que seduz o homem muito mais do que o sexo: é a violência).

Dentro de mim há um professor, e também há um censor e um policial kafkianos. Então, não é absurdo concluir que forte mesmo é aquele que se vigia. Está de acordo com um provérbio de Salomão. Tenho sido forte, portanto?

Muito se fala da violência que aluno comete contra outro aluno, e de professor contra o próprio aluno, seja verbal ou até fisicamente. Pouco se discute sobre a violência moral do aluno contra seu professor. Pudesse eu conviver num ambiente em que houvesse a mínima ordem para lecionar e tudo ficaria melhor. O professor tem auto-estima e tem limites. O aluno tem de reconhecer isso, por bem ou por mal.

E nos ajudaria também, e muito, se o mundo fosse mais laico. Não digo ateu, mas menos religioso, menos sectário, perturbador e dogmático. Mais escolas, mais bibliotecas e centros de lazer, e menos igrejas, menos pregações falaciosas e profecias do mundo de Alice.

O aluno me diz: "Professor, põe moral nessa turma!" - E eu replico, mortificado: "Moral você tem ou não tem. Moral você constrói, você não impõe". Depois de ouvir isso, meu aluno apenas sacode a cabeça ou sorri. Acha que sou "frouxo" por não "moralizar". Ele não sabe que estou ensinando a ele a autodisciplina, a auto-independência, para que amanhã alguém não se arvore em querer colocar o dedo em riste no seu rosto, vociferando: "Eu vou pôr moral em você!"

Eu gosto de paz e não gosto de aumentar meu tom de voz com ninguém. Se acontece, é porque alguém tentou abusar da minha condição e, de propósito, planejou me desestabilizar emocionalmente. Minha resposta é a grosseria. Infelizmente, é o meu jeito, que aliás não me agrada. Temperamento cabalístico reativo (e professor ainda? Você está fodido, meu filho).

Eu gosto de ordem. Não da "Ordem" que está na bandeira. Essa, não, porque meu ponto de vista político sobre ela é outro. Eu falo de ordem no tratamento humano que as pessoas dispensam umas às outras. Ordem não quer dizer cerceamento de liberdade. Ordem é asseio moral. É consciência de liberdade coletiva, não individual.

Quem não ministra os primeiros cuidados ao filho, é um bandido. É um escroque, um safado que está criando um monstrengo que, amanhã, entenderá que liberdade é exercer o arbítrio ultrapersonalista. Vai atentar contra os direitos elementares do próximo. Se esse for o caso, que morram pai e filho, juntos, pelo que praticaram.

É melhor estar em constante alerta quanto aos perigos do ambiente escolar. Quem é professor deve prevenir-se. Não entrar em embates teóricos quando o interlocutor é um protozoário e quando ele estiver apoiado por hienas e amebas incapazes de ter a metade de um neurônio crítico e autocrítico.

Deve ater-se à questão meramente técnica da coisa. Passar o conteúdo, fazer a chamada e ir embora. Deve manter a mente em bom estado, para o corpo não ruir e o estômago não chagar-se de úlceras sangrentas. Não pode fazer como eu, que sou teimoso em dialetizar as situações para estimular o interesse, a dúvida, a crítica e a curiosidade.

Minha vida vale mais do que a vida de um desaforado. Porque, se eu não sou inteiramente um homem de valor, como alguns de meus alunos às vezes querem me fazer crer (e não conseguirão), pelo menos a minha vida é a não-estagnação. É partindo disso que eu fundo e refundo meus pensamentos, orientando as minhas ações.

Se meus detratores tivessem pelo menos um terço dos meus defeitos, poderiam dar graças a Deus, porque possuiriam qualidades que nunca tiveram, e que talvez solapassem a índole facinorosa de sua memória ROM.

Com o meu agnosticismo, que é quase ateísmo descarado mesmo, sou muito mais digno de salvação do que um fanático messiânico e suas bênçãos trapaceiras. Porque ainda tenho a capacidade de me compadecer, de não linchar, de não crer na normalidade desonrosa nem nas empulhações.

Eu busco entender para saber ser livre, ao contrário dos que se vergam a Cristo mas procuram mulheres adúlteras para matá-las à primeira pedrada, escondendo o crime atrás da simpatia, do sorriso e de uma falsa condição de "salvo".

Quem me honra e me respeita é três vezes ainda mais digno de honra e respeito do que eu.

Sem ter fé em Deus, mal sabem que ando com Ele a vida toda. E isso é para a desgraça e a derrota dos que creem n'Ele e atentam contra Sua vontade, dia e noite, esperando uma casa no Céu, com água encanada, um mordomo com a cara de Jesus Cristo e a janela com vista para o mar.

Fora, protozoário. Eu não te aceito.

Foda-se Darwin, e fodam-se Adão e Eva, juntamente com seus pecados.

E também todas as amebas da VERDADE.
Batizado da Elza Maria!!!!

Meu amigo

Nossa pequena Elza Maria, vai ser batizada nos ritos cristãos no próximo domingo, dia 8 de março na Igreja de Fundão. Depois das 11horas , eu e a Polyana vamos receber os amigos e a família para um churrasquinho aqui em casa.

 Não deixe de aparecer e retorne confirmando presença no telefone 27-3267.1577 ou no celular 27-9311.5332

 

Ficarei agradecido com a presença

 

Abraços saudosos e fraternais

Luiz Aparecido

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